quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Venezuela contra la masacre imperialista en Líbia


El próximo jueves 1ro. de Septiembre (Día de la Revolución Libia liderada por Kaddafi) realizaremos en la ciudad de Barinas-Venezuela (Museo de las Culturas del LLano) un evento Político-Cultural que hemos denominado "VOCES CONTRA LA MASACRE IMPERIALISTA EN LIBIA" . Esta actividad se iniciará a las cuatro de la tarde con la participación de varios ponentes, entre los cuales se cuenta el diputado al Parlamento Latinoamericano y dirigente del Partido Comunista de Venezuela, Carolus Wimmer. Así mismo, intervendrán poetas y músicos de la región sensibilizados por la lucha que libra el pueblo libio contra la invasión cruenta y asesina de EEUU-OTAN.
A tales efectos, esperamos contar con la asistencia de colectivos que conforman los Consejos Comunales de la localidad y militantes de los partidos y movimientos que apoyan y trabajan por el proceso revolucionario bolivariano venezolano; así como con comunidad en general que estamos convocando por diversas vías.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Rebeldes da Líbia só se mantém com apoio da Otan




Não foram os rebeldes que conquistaram temporariamente algumas cidades da Líbia, incluindo diversos bairros de Trípoli, foi a Otan com armamento e militares das maiores potências do planeta. Sem o apoio da Otan e sem a conspiração e financiamento do governo norte-americano, os grupos rebeldes não teriam sequer existido.
A atuação da Otan na Líbia não passa de genocídio contra uma nação soberana, um povo livre que estava progredindo apesar dos boicotes de décadas passadas, e do ataque norte-americano em 1986. O país conquistou o melhor índice IDH da África (maior até que o do Brasil), segundo a própria ONU, mas tudo isso não foi suficiente para deter os planos criminosos dos governos imperialistas dos EUA, França e Inglaterra, que fizeram a guerra para roubar petróleo e gás natural da Líbia.
A imprensa ocidental, a maioria dos meios de comunicação, deveria ser levada aos tribunais internacionais por crime de guerra, por apoio ao genocídio na Líbia. De forma criminosa e inescrupulosa a mídia publica mentiras para beneficiar os imperialistas agressores, tentando justificar um dos maiores crimes da história da humanidade.
Há seis meses a Otan bombardeia cidades e aldeias líbias, assassinando milhares de civis indefesos. Nos últimos dias os covardes bombardeios se concentram em Sirte, a cidade natal do líder Muamar Kadafi.
Diante do silêncio criminoso das Nações Unidas e da maioria dos governos, a cidade de Sirte está sendo destruída pelas bombas da Otan que dia e noite matam milhares e milhares de civis inocentes.
Esse genocídio está sendo feito em nome da construção da liberdade na Líbia, tal qual fizeram no Afeganistão e no Iraque, onde plantaram governos fantoches que permitem o roubo e o saque das riquezas naturais dos países dominados.
Na falta de coragem para mostrar os crimes diários da Otan em território líbio, a imprensa ocidental começa a fabricar factóides sobre massacres por parte das tropas apoiadoras de Kadafi. É um verdadeiro circo onde os leitores e telespectadores são feitos de palhaços por uma mídia mercenária que visa apenas o lucro financeiro às custas da destruição de cidades e do sangue de inocentes.
Durante um encontro com chefes militares dos países que formam a coalizão anti-Kadafi, o chefe dos rebeldes, Mustafá Abdel Jalil, disse que, apesar de enfraquecido, o líder líbio ainda representa uma ameaça (ameaça aos usurpadores), e que os rebeldes necessitam que a Otan mantenha os bombardeios e o apoio militar. A afirmação é uma declaração de incapacidade dos rebeldes se manterem em guerra sem dinheiro e armas estrangeiras, e bombardeios diuturnos da Otan.
O povo árabe líbio está passando pelo maior desafio da sua história, sofrendo ataques covardes das maiores potências militares do planeta. O povo líbio está pagando um alto preço pela sua soberania e liberdade.
A vitória virá porque o líder Muamar Kadafi está cercado de revolucionários sinceros e patriotas, que lutarão de todas as formas para libertar a Líbia da tirania das potências imperialistas que praticam terrorismo de Estado através da Otan.
A fumaça das bombas da Otan ainda não baixou e as potências que financiaram e organizaram esta guerra já estão se desentendendo sobre o saque e o roubo do petróleo líbio. Esta é a guerra “humanitária” dos imperialistas inimigos de todos os povos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Otan entrega poder na Líbia para a al-Qaeda, para depois combatê-la


O jornalista Pepe Escobar escreveu no Asia Times Online uma interessante análise sobre como a al-Qaeda chegou ao poder em Trípoli. Ele identificou o nome do líder dos jihadistas da al-Qaeda na Líbia: Abdelhakim Belhaj.
A história de como um comandante da al-Qaeda acabou por converter-se no principal comandante militar líbio na cidade de Trípoli ainda em guerra, “põe por terra – mais uma vez – a selva de espelhos que se conhece como “guerra ao terror”, além de abalar profundamente toda a propaganda de uma “intervenção humanitária” tão cuidadosamente inventada para encobrir a intervenção militar, pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na Líbia.
A fortaleza de Bab-al-Aziziyah, onde vivia Muammar Gaddafi foi invadida e conquistada, semana passada, quase exclusivamente por homens de Belhaj – que constituíam a linha de frente de uma milícia de berberes das montanhas do sudoeste de Trípoli. Essa milícia é a chamada hoje “Brigada de Trípoli”, que recebeu treinamento secreto, durante dois meses, de Forças Especiais dos EUA. Ao longo de seis meses de guerra civil/tribal, essa seria a milícia mais efetiva dos ‘rebeldes’.
Abdelhakim Belhaj, também conhecido como Abu Abdallah al-Sadek, é jihadista líbio. Nascido em maio de 1966, aperfeiçoou seus saberes com osmujahideen da Jihad antissoviética dos anos 1980s no Afeganistão.
É fundador do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)] do qual é o principal comandante – com Khaled Chrif e Sami Saadi como assessores e representantes. Depois que os Talibã assumiram o poder em Kabul em 1996, o LIFG criaram dois campos de treinamento no Afeganistão; um deles, 30 km ao norte de Kabul – comandado por Abu Yahya – exclusivo para jihadistas ligados à al-Qaeda.
Depois do 11/9, Belhaj mudou-se para o Paquistão e para o Iraque, onde esteve em contato com ninguém menos que o ultra linha-dura Abu Musab al-Zarqawi – tudo isso antes que a al-Qaeda no Iraque se declarasse a serviço de Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri e super ultra turbinasse suas práticas nefandas.
No Iraque, os líbios formavam o maior contingente de jihadistas sunitas estrangeiros, perdendo só para os sauditas. Além disso, os jihadistas líbios sempre foram superstars no mais alto escalão da Al-Qaeda “histórica” – de Abu Faraj al-Libi (comandante militar até ser preso em 2005, e hoje um dos 16 detentos “de mais alto valor” no centro de detenção dos EUA em Guantánamo), a Abu al-Laith al-Libi (outro alto comandante militar, morto no Paquistão no início de 2008).
O Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)] está nos radares da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA desde o 11/9. Em 2003, Belhaj foi afinal preso na Malásia – e transferido pela via das “entregas especiais”, para uma prisão secreta em Bangkok onde foi devidamente torturado (aliás, a tortura é uma praticado governo norte-americano que a Anistia Internacional e o Tribunal de Haia ignoram vergonhosamente).
Em 2004, os norte-americanos decidiram mandá-lo, como presente, para a inteligência da Líbia – até que foi libertado pelo governo Gaddafi, em março de 2010, com outros 211 “terroristas”, em golpe de propaganda divulgado com muito alarde. (...)
Interessa observar que isso durou até 2007, quando o número 2 da al-Qaeda, Zawahiri, anunciou oficialmente a fusão do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)] com a al-Qaeda no Mahgreb Islâmico [ing. Al-Qaeda in the Islamic Mahgreb (AQIM)]. Desde então, para todas as finalidades práticas, LIFG/AQIM passaram a ser um e o mesmo grupo, do qual Belhaj era/é o principal comandante e emir.
Em 2007, o Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)] estava convocando uma Jihad contra Gaddafi, mas também contra os EUA e sortido grupo de “infiéis” ocidentais.
Rode a fita adiante, até fevereiro passado. É quando, afinal livre da prisão, Belhaj resolveu voltar ao modo Jihad e alinhar seus soldados com o ‘levante’ de ‘rebeldes’ que começava a ser plantado na Cirenaica.
Todas as agências de inteligência nos EUA, Europa e em todo o mundo árabe sabem de onde brotou Belhaj. Mesmo que não soubessem, o próprio Belhaj já disse na Líbia que o único interesse, seu e de suas milícias, é implantar a lei da sharia.
Não há, nem parecido, nisso tudo, qualquer processo “pró-democracia” – nem que se tente a mais complexa ginástica imaginativa. Mas, ao mesmo tempo, força de tal importância não seria apeado da guerra da OTAN só porque não gosta muito de “infiéis”.
O assassinato no final de julho, do comandante dos ‘rebeldes’ general Abdel Fattah Younis – foi morto pelos próprios ‘rebeldes’ – parece apontar diretamente para Belhaj ou, no mínimo, para gente próxima dele.
É importante saber que Younis – antes de desertar do governo Gaddafi – foi responsável, no governo Líbio, pelo combate feroz que as forças especiais líbias moveram contra o Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG) na Cirenaica, de 1990 a 1995.
O Conselho Nacional de Transição, segundo um de seus membros, Ali Tarhouni, teria deixado ‘vazar’ que Younis foi moto por uma nebulosa brigada, de nome Obaida ibn Jarrah (um dos companheiros do Profeta Maomé). Agora, a tal brigada parece ter-se dissolvido no ar.

Cale o bico, ou arranco sua cabeça Não pode ser acaso, que todos os principais comandantes militares ‘rebeldes’ sejam membros do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG), de Belhaj em Trípoli, a um Ismael as-Salabi em Benghazi e certo Abdelhakim al-Assadi em Derna, para nem mencionar figura importantíssima, Ali Salabi, com assento no núcleo do Conselho Nacional de Transição. Saladi foi quem negociou com Saif al-Islam Gaddafi o “fim” da Jihad do Grupo de Combate Islâmico Líbio contra o regime Gaddafi, com o que garantiu para si futuro brilhantíssimo entre esses ressuscitados “combatentes da liberdade”.
Ninguém precisará de bola de cristal para antever consequências. O grupo unificado LIFG/AQIM – já tendo alcançado poder militar e assentado entre os “vencedores” – nem remotamente desistirá do poder, só para satisfazer os anseios da OTAN.
Simultaneamente, entre a névoa da guerra, ainda não se sabe se Gaddafi planeja atrair a Brigada de Trípoli para um cenário de guerrilha urbana; ou se arrastará atrás de si as milícias ‘rebeldes’, atraindo-as para o coração dos territórios da tribo Warfallah.
A esposa de Gaddafi é da tribo Warfallah, a maior da Líbia, com mais de 1 milhão de almas e 54 subtribos. Diz-se pelos corredores em Bruxelas, que a OTAN prevê que Gaddafi lutará durante meses, se não anos; daí o prêmio (“Procurado vivo ou morto”) à moda texana de George W Bush, pela cabeça de Gaddafi; e a volta desesperada da OTAN ao plano A (o golpe militar para derrubar Gaddafi).
É possível que a Líbia enfrente hoje o duplo espectro de uma Hidra guerrilheira de duas cabeças: forças de Gaddafi contra um governo central fraco do Conselho Nacional de Transição e tropas da OTAN em terra na Líbia; e a nuvem de Jihadistas do conglomerado LIFG/AQIM em Jihad contra a OTAN (se forem afastados do poder). (...)
Desde o primeiro dia, Gaddafi disse e repetiu que o ataque contra a Líbia era operação da al-Qaeda e/ou operação local com financiamento estrangeiro. Esteve certo, portanto, desde o primeiro.
Gaddafi também disse que seria o prelúdio da ocupação estrangeira, cuja meta é privatizar e roubar os recursos naturais da Líbia. Parece que acertou – também nisso.
Os “especialistas” de Cingapura que elogiaram a decisão do regime de Gaddafi de libertar os Jihadistas do Grupo de Combate Islâmico Líbio disseram que seria “estratégia necessária para mitigar a ameaça que pesa contra a Líbia”. Hoje, o que se vê é que o conjunto LIFG/AQIM – quer dizer, a al-Qaeda – conseguiu posicionar-se para exercer suas opções como “força política (líbia) local”.
Dez anos depois do 11/9, não é difícil imaginar que, no fundo do Mar da Arábia, há um crânio decomposto que, esse sim, está rindo por último. E lá ficará. Rindo.”
O interessante no artigo acima é constatar que os militares norte-americanos repetem na Líbia a estratégia que usaram no Afeganistão e no Iraque, a manjada frase “dividir para governar”, mas como a história só se repete como farsa, ao entregar o poder na Líbia para a al-Qaeda os governos dos EUA, França, Inglaterra estão entregando o país à anarquia e ao obscurantismo, ao radicalismo religioso, ao retrocesso social nos direitos das mulheres (que passarão a ser obrigadas a usar burca), como no Afeganistão, e talvez proibidas de dirigir automóveis e trabalhar fora, como no reino da Arábia Saudita.
A guerra por democracia, a derrubada de um “ditador”, não passa de lorotas que a mídia ocidental engole de forma subserviente e irresponsável.
Na Líbia de Gaddafi as mulheres dirigiam, trabalhavam fora, eram empresárias ou associadas, não usavam burca – e muitas nem mesmo o véu. Agora, em nome da “defesa da liberdade e da democracia” assistiremos ao retrocesso dos costumes na Líbia, a opressão das mulheres, dos gays, e das diferentes religiões que até ontem tinham liberdade de atuação na Líbia.
Por trás dessa estratégia aparentemente suicida do governo norte-americano está um plano delineado no Afeganistão e no Iraque: levar morte e destruição, destruir o país para roubar as riquezas naturais, sem risco de enfrentar resistência popular, porque o povo estará dividido e enfraquecido com guerras, revoltas e rebeliões sem fim. Fabricar a guerra entre xiitas e sunitas é o grande sonho dos imperialistas para enfraquecer o país.
Esta é a tática do capitalismo dominado pelo sionismo. Os povos não passam de moedas de troca. Quanto mais mísseis e bombas forem disparadas, maior será o lucro da indústria bélica e dos banqueiros sionistas que financiam as guerras. E maior será a corrupção de políticos que se dizem paladinos da ilusória democracia representativa.

Porque a população líbia não resistiu?
Embora armada – Gaddafi mandou distribuir armas ao povo – a população líbia não ofereceu a resistência esperada, e o motivo é um só: a população está aterrorizada com os bombardeios diários da Otan. As crianças estão traumatizadas. A maior força militar do planeta atacou por seis meses seguidos uma nação soberana de apenas 6 milhões de habitantes. Foi – é – a covardia das covardias, um massacre inominável que, se um dia houver justiça neste planeta, Obama, Sarkozy, Cameron e Rasmussen serão fuzilados, condenados por genocídio na Líbia.
A população não entregará suas armas e esperará dias melhores para combater os imperialistas norte-americanos, ingleses e franceses, e os jihadistas da al-Qaeda.
No campo de batalha o “leão do deserto”, o beduíno Muamar Gaddafi resiste e se prepara para uma guerra de guerrilha no deserto e no litoral da Líbia. Assim como fez Omar Moukhtar, o primeiro leão do deserto, que combateu até sua última gota de sangue para que um dia a Líbia conquistasse sua independência e soberania. E o povo líbio derrotou os italianos. Em 1968 os líbios venceram o ataque norte-americano. Nos próximos anos eles também vencerão esta guerra covarde da Otan a serviço das potências imperialistas. É uma questão de tempo, e os árabes – mais do que nenhum outro povo da Terra – sabem fazer do tempo um aliado infalível.

José Gil

Sete pontos acerca da Líbia


por Domenico Losurdo

Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está a acontecer na Líbia:

1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela NATO. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de "informação" burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra "inteiramenteexterna, ou seja, feita pelas forças da NATO"; foi "o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Kadafi". Uma peça do International Herald Tribune de 24 de Agosto mostra-nos "rebeldes" que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da NATO.

2. Trata-se de uma guerra preparada desde há muito tempo. O Sunday Mirror de 20 de Março revelou que "três semanas" antes da resolução da ONU já estavam em acção na Líbia "centenas" de soldados britânicos, enquadrados num dos corpos militares mais refinados e mais temidos do mundo (SAS). Revelações ou admissões análogas podem ser lidas no International Herald Tribune de 31 de Março, a propósito da presença de "pequenos grupos da CIA" e de uma "ampla força ocidental a atuar na sombra", sempre "antes do desencadeamento das hostilidades a 19 de Março".

3. Esta guerra nada tem a ver com a protecção dos direitos humanos. No artigo já citado, Lucia Annunziata observa com angústia: "A NATO que alcançou a vitória não é a mesma entidade que lançou a guerra". Nesse intervalo de tempo, o Ocidente enfraqueceu-se gravemente com a crise econômica; conseguirá ele manter o controle de um continente que, cada vez mais frequentemente, percebe o apelo das "nações não ocidentais" e em particular da China? Igualmente, este mesmo diário que apresenta o artigo de Annunziata, La Stampa, em 26 de Agosto publica uma manchete a toda a largura da página: "Nova Líbia, desafio Itália-França". Para aqueles que ainda não tivessem compreendido de que tipo de desafio se trata, o editorial de Paolo Paroni (Duelo finalmente de negócios) esclarece: depois do início da operação bélica, caracterizada pelo frenético ativismo de Sarkozy, "compreendeu-se subitamente que a guerra contra o coronel ia transformar-se num conflito de outro tipo: guerra econômica, com um novo adversário: a Itália obviamente".

4. Desejada por motivos abjectos, a guerra é conduzida de modo criminoso. Limito-me apenas a alguns pormenores tomados de um diário acima de qualquer suspeita. O International Herald Tribune de 26 de Agosto, num artigo de K. Fahim e R. Gladstone, relata: "Num acampamento no centro de Tripoli foram encontrados os corpos crivados de balas de mais de 30 combatente pró Kadafi. Pelo menos dois deles estavam atados com algemas de plástico e isto permite pensar que sofreram uma execução. Dentre estes mortos, cinco foram encontrados num hospital de campo; um estava numa ambulância, estendido numa maca e amarrado por um cinturão e tendo ainda uma transfusão intravenosa no braço".

5. Bárbara como todas as guerras coloniais, a guerra actual contra a Líbia demonstra como o imperialismo se torna cada vez mais bárbaro. No passado, foram inumeráveis as tentativas da CIA de assassinar Fidel Castro, mas estas tentativas eram efectuadas em segredo, com um sentimento de que se não é por vergonha é pelo menos de temer possíveis reacções da opinião pública internacional. Hoje, em contrapartida, assassinar Kadafi ou outros chefes de Estado não apreciados no Ocidente é um direito abertamente proclamado. O Corriere della Sera de 26 de Agosto de 2011 titula triunfalmente: "Caça a Kadafi e seus filhos, casa por casa". Enquanto escrevo, os Tornado britânicos, aproveitando também a colaboração e informações fornecidas pela França, são utilizados para bombardear Syrte e exterminar toda a família de Kadafi.

6. Não menos bárbara que a guerra foi a campanha de desinformação. Sem o menor sentimento de pudor, a NATO martelou sistematicamente a mentira segundo a qual suas operações guerreiras não visavam senão a proteção dos civis! E a imprensa, a "livre" imprensa ocidental? Ela, em certo momento, publicou com ostentação a "notícia" segundo a qual Kadafi enchia seus soldados de viagra de modo a que eles pudessem mais facilmente cometer violações em massa. Como esta "notícia" caiu rapidamente no ridículo, surge então uma outra "nova" segundo a qual os soldados líbios atiram sobre as crianças. Nenhuma prova é fornecida, não se encontra nenhuma referência a datas e lugares determinados, nenhuma remessa a tal ou tal fonte: o importante é criminalizar o inimigo a liquidar.

7. Mussolini no seu tempo apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da chaga da escravidão; hoje a NATO apresenta a sua agressão contra a Líbia como uma campanha para a difusão da democracia. No seu tempo Mussolini não cessava de trovejar contra o imperador etíope Hailé Sélassié chamando-o "Negus dos negreiros"; hoje a NATO exprime seu desprezo por Kadafi chamando-o "ditador". Assim como a natureza belicista do imperialismo não muda, também as suas técnicas de manipulação revelam elementos significativos de continuidade. Para clarificar quem hoje realmente exerce a ditadura a nível planetário, ao invés de citar Marx ou Lénine quero citar Emmanuel Kant. Num texto de 1798 (O conflito das faculdades), ele escreve: "O que é um monarca absoluto? Aquele que, quando comanda: 'a guerra deve fazer-se', a guerra seguia-se efectivamente". Argumentando deste modo, Kant tomava como alvo em particular a Inglaterra do seu tempo, sem se deixar enganar pela forma "liberal" daquele país. É uma lição de que devemos tirar proveito: os "monarcas absolutos" da nossa época, os tiranos e ditadores planetários da nossa época têm assento em Washington, em Bruxelas e nas mais importantes capitais ocidentais.

O original encontra-se em http://domenicolosurdo.blogspot.com/ ; a versão em francês em http://www.legrandsoir.info/sept-points-sur-la-libye.html
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

sábado, 27 de agosto de 2011

Líbia: Manter viva a chama da liberdade de opinião


Por Stephen Lendman

A caça ao petróleo da Líbia começou em abril, quando o ministro das Relações Exteriores da Itália Franco Frattini disse que Paolo Scaroni, presidente da gigante italiana do petróleo ENI, mantivera contato com o Conselho Nacional de Transição na Líbia, para “reiniciar a cooperação no setor energético e manter a colaboração com a Itália no setor do petróleo.”

Em junho, o Washington Post publicou que ConocoPhillips, outra gigante do petróleo, essa norte-americana, e outras companhias associadas, também haviam feito contato com o Conselho Nacional de Transição. Nansen Saleri, presidente da empresa Quantum Reservoir Impact, de engenharia, disse que: “Agora já podemos ver que lado vencerá, e não é o lado de Gaddafi. Várias partes do mosaico começam a tomar forma. As empresas ocidentais estão-se posicionando. Daqui a cinco anos, a produção de petróleo na Líbia será maior que hoje e os investimentos estão começando a aparecer”. É o que ele pensava!

Embora seja responsável por apenas 2% da produção mundial de petróleo, a Líbia é o mais rico país africano em reservas de petróleo de alta qualidade – grande parte do qual ainda não está sendo explorado.

Dia 22/8/2011, no New York Times, Clifford Krauss escreveu que “A guerra não acabou e já começou a disputa pelo acesso ao petróleo líbio.”

De fato, os abutres já haviam chegado vários meses antes, certos de que a morte e a putrefação da nação líbia seria questão de tempo. Pode ser que sim, pode ser que não. Apesar da euforia que as televisões e jornais exibem, a coisa não está, não, de modo algum, resolvida.

Várias empresas, contudo, além da ENI e da ConocoPhillips, já estavam envolvidas na luta – a britânica BP, a francesa Total, a espanhola Repsol YPF, a austríaca OMV, as norte-americanas Hess, Marathon, talvez a ExxonMobil, e outras.

Dizem os jornais que Rússia, Brasil e sobretudo a China seriam excluídas da partilha, por ordens de Washington – que já dava Gaddafi como carta fora do baralho.

Além disso, o governo Obama e a OTAN já tinham pronto um plano detalhado para a Líbia sem Gaddafi, que incluía uma força – exército de ocupação – sustentada pelos Emirados Árabes Unidos, suplementada talvez pelos ‘capacetes azuis’ da ONU.

Em outras palavras, o plano previa detonar a soberania da Líbia e substituí-la por força militar e paramilitar de ocupação comandada por governo-fantoche que serviria aos interesses de empresas ocidentais, não dos líbios. Basta isso para se ter certeza de que haverá resistência líbia, como há resistência afegã, iraquiana e por todos os cantos naquela região, contra EUA-OTAN.

Informação distribuída pelo website DEBKAfile (http://www.debka.com/) ligado ao Mossad israelense pode ser verdadeira ou falsa, como se sabe. Mas dia 23/8/2011 aquela página informava que “milhares de combatentes armados de tribos leais a Gaddafi estão em movimento na direção de Sabha” no sudoeste da Líbia – região na qual se supõe que Gaddafi esteja escondido. “Entre eles, há importantes chefes da tribo Gaddadfa” (na qual se inclui a família Gaddafi) estimados em cerca de 100 mil na região de Sirte, no litoral entre Trípoli e Benghazi.

DEBKA dizia que forças especiais do Reino Unido, França, Jordânia e Qatar “lideraram o ataque dos rebeldes a Trípoli e ao complexo Bab al-Azaziya onde Gaddafi vivia”. Foi a primeira vez que tropas ocidentais e árabes “combateram lado a lado, em qualquer das revoltas árabes da Primavera Árabe (2011) e a primeira vez que forças árabes são incluídas em operação da OTAN”.

Elementos ocidentais envolvidos incluiriam agentes especiais do Reino Unido e da França, além de ‘forças especiais’ da Jordânia – “especialistas em guerrilha urbana e em capturar instalações fortificadas”, além de forças especiais do Qatar.

Apesar de dizer que Trípoli estaria quase toda sob controle dos ‘rebeldes’, DEBKA dizia que “a guerra não será rápida”. Pensavam talvez no Afeganistão e no Iraque. Mas a guerra na Líbia pode ser muito mais longa do que DEBKA e outros supõem.

Em Progressive Radio News Hour (programa gravado na 5ª-feira para ir ao ar no sábado), o professor de Direito Francis Boyle disse aos ouvindo que se deve esperar guerra longa na Líbia, além de ser possível que o conflito se alastre pela região e talvez além dela. Não é o único; Webster Tarpley também vê risco de longa guerra civil (tribal) na Líbia. Boyle e outros também desmentem os relatos de que Trípoli estaria sob controle dos ‘rebeldes’ e dizem que a batalha prossegue nas ruas.

A Grande Mentira ‘jornalística’ contra os fatos

Desde o início dos conflitos na Líbia, a imprensa-empresa veiculou informação falsa sobre vitórias da OTAN ou de grupos aliados à OTAN. A ideia, evidentemente, é controlar as mensagens, confundir o inimigo e não gerar pânico nos países membros da OTAN (cuja população tem filhos, filhos, irmãos, maridos, pais no front), fazendo crer que tudo estaria andando conforme o previsto e que a vitória estaria próxima.

[O enviado da Rede Globo, Marcos Uchoa, que chegou ontem a Trípoli, ‘informou’, no “Jornal da Globo”, que os líbios “têm o hábito de atirar para cima” (informação que foi acompanhada de movimento do dedo do jornalista, como se estivesse com o dedo num gatilho), e que os tiros que se ouviam ao fundo, enquanto o jornalista falava, festejando a paz que o cercava na Líbia, não passavam de “tiros comemorativos”. Seja verdade seja mentira, fato é que nunca antes na história desse país alguém se atrevera a falar de “tiros comemorativos” em sentido e com entonação indiscutivelmente laudatórios. Mesmo no pior jornalismo do mundo, difícil imaginar ridículo mais absoluto (NTs)].

De fato, a situação em Trípoli e em outros pontos da Líbia nada tem de semelhante ao que a OTAN parece ter previsto; por todos os lados o que se vê é caos e tiros. Nada absolutamente está decidido e o que se discute é que tipo de novos exércitos ocidentais serão mandados para lá, se os gaddafistas não forem rapidamente contidos e os ‘rebeldes’ não se impuserem. O que se vê também é que os ‘rebeldes’ não têm qualquer plano de ação, nenhuma organização e estão sofrendo baixas pesadas – dado que já não contam com o apoio aéreo da OTAN que lhes deu cobertura no sábado, para entrarem em Trípoli.

Dia 24 de agosto, a rádio Voice of Russia noticiou que “Agências russas ouviram pessoal médico ucraniano em Trípoli que falam de balas perdidas, prédios saqueados e absoluto caos. Os habitantes da cidade mantêm-se em casa e as ruas estão tomadas por bandidos. Testemunhas oculares falam de uma gangue armada que teria invadido e saqueado as embaixadas da Bulgária e da Coreia do Sul e a residência do embaixador da Ucrânia. Não há dúvidas de que a luta em Trípoli continua. Absolutamente nenhum analista sério arrisca-se a dizer que os rebeldes controlam alguma coisa (...).”

Toda a mídia-empresa ocidental opera na direção de desinformar e distorcer a realidade em campo. Quanto mais se acompanham as grandes redes de televisão e jornais, mais se tem certeza de que nada sabem e nada vem – ou que mentem deliberadamente.

No New York Times, o que se viu de mais aproximado da verdade foram alguns fragmentos de frase de Anthony Shadid, dia 24/8, em matéria intitulada “Depois das revoltas árabes, reina a incerteza”, em que diz: “A Líbia é uma revolução em andamento, que tanto inspira quanto gera ansiedade, e ilustra o quanto a mudança de regime pode ter-se tornado perigosa nessa nova fase da Primavera Árabe”.

O que se pode dizer com alguma certeza

O que continua na Líbia não é uma revolução: é uma guerra civil instigada (e armada) pelo ocidente. Que é violenta, não há dúvida; que gera ansiedade, ok. Mas nada tem de “inspiração” para ninguém, sobretudo não, evidentemente, para os milhões de líbios que estão sob fogo cerrado da OTAN e de mercenários ou de grupos da oposição que, sob Gaddafi, jamais andaram pelas ruas atirando a esmo.

Quanto à “Primavera Árabe” sequer começou e está muito longe de dar flores políticas consistentes – por mais que aquelas lutas sejam “inspiradoras” e se deva esperar que continuem a dar coragem para que os povos lutem por direitos que há muito tempo lhes têm sido negados. A ‘inspiração’ da “Primavera Árabe” nada tem a ver com a inspiração que move as gigantes do petróleo no ataque/saque que estão movendo contra a Líbia.

Mas há fragmentos de verdade no que Shadid escreveu: a liderança do Conselho Nacional de Transição é, sim “opaca e sem coesão”. Anota também que armar mercenários estrangeiros, como faz a OTAN hoje na Líbia, para apresentá-los ao mundo como “rebeldes” e “combatentes da democracia” é “exatamente o mesmo tipo de intervenção que tem longa e triste história e sempre foi tóxica, no mundo árabe”. E que “a transição para uma nova ordem”, nessas circunstâncias, pode ser... tumultuada”. A palavra é fraca, mas o argumento não está completamente viciado, como os demais, nas páginas daquele jornal, sobre o mesmo tema.

Mas Shadid esquece de dizer que na Líbia, no Egito, no Bahrain, na Tunísia e em muitos outros pontos do mundo árabe, ninguém, em sã consciência, consegue ver algum sinal de alguma dor do parto de alguma democracia. Também não comenta o que disse o Dr. Moussa Ibrahim, porta-voz do governo líbio: que as forças pró-Gaddafi controlam 20 cidades e extensas áreas do país, acrescentando: “Continuaremos a resistir até que Gaddafi volte ao poder. Todo o comando do governo está em Trípoli. As forças legais, exército e voluntários controlamos a cidade”.

É quadro absolutamente diferente do que a OTAN e as empresas de televisão e jornais do ocidente insistem em pintar. Não só a OTAN e as empresas de televisão e jornais, mas, também gente respeitada como, dentre outros, o prof. Juan Cole, que festejava, não se sabe o quê, em artigo do dia 22 de agosto [aqui omitido].

O artigo do prof. Cole só faz repetir desinformação, má informação, distorções e completas mentiras de jornais e agências noticiosas. Dificilmente se encontraria mais lamentável expressão de desonestidade intelectual: parece ser discurso de quem espera colher benefícios da mentira. Não é o único, nem é o pior. O prof. Cole é, apenas, mais um, numa legião. Toda e qualquer mentira, suficientemente repetida, convence os mais tolos que, infelizmente, são maioria estatística.

Muito mais confiáveis são os relatos que dizem que a situação na Líbia está indefinida, que é caótica, que reina a mais terrível violência e que nada está resolvido. Também é verdade indiscutível – vê-se nas ruas – que Gaddafi continua imensamente popular. Simultaneamente, a população odeia a OTAN e os assassinos ‘rebeldes’ com os quais não querem qualquer tipo de aproximação com associação. Resultado disso, deve-se esperar que a luta prossiga por muito tempo.

Se a população líbia conseguirá derrotar a OTAN, ainda não se pode dizer. O que se pode dizer é que isso é, resumidamente, o que a população líbia mais deseja que aconteça. É desejo, também, de todos que reconheçam que é direito de todos os povos resistir à dominação imperial.

É possível que o espírito da Primavera Árabe – muito mais que os resultados obtidos até aqui – consiga inspirar os líbios e outros árabes a não ceder ante a violência da agressão e da ocupação militares. É sua única chance.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Propaganda de guerra pelos jornais e televisão


Jornalistas devem ser julgados pela Justiça Internacional
A propaganda de guerra entrou em nova fase, e hoje envolve ação coordenada de estações de TV por satélite. CNN, France24, a BBC e a rede al-Jazeera converteram-se em instrumentos de desinformação, usadas para demonizar governos e governantes e justificar agressões armadas. Essas práticas são crimes tipificados na legislação internacional. É preciso pôr fim à impunidade desses criminosos ‘midiáticos’.
A informação processada e distribuída sobre a Líbia e a Síria marca um ponto de virada na história da propaganda de guerra, e os meios usados tomaram de surpresa a opinião pública internacional.
Quatro potências – EUA, França, Reino Unido e Qatar – somaram seus meios técnicos para intoxicar a ‘comunidade internacional’. Os principais canais usados foram a CNN (embora privada, interage com a unidade de guerra psicológica do Pentágono), France24, a BBC e a rede al-Jazeera.
Esses veículos estão sendo usados para atribuir aos governos da Líbia e da Síria crimes que não cometeram, ao mesmo tempo em que trabalham para encobrir os crimes que estão sendo cometidos pelos serviços secretos daquelas potências bélicas e pela OTAN.
Assistimos a golpe similar, em menor escala, em 2002, quando os canais Globovisión distribuíram imagens do que seria (mas não era) uma revolta popular contra o presidente eleito Hugo Chávez e imagens de ativistas armados, identificados por Globovisión como se fossem ativistas chavistas, atirando contra manifestantes. Essa encenação tornou-se necessária para mascarar um golpe militar orquestrado por Washington, com colaboração de Madrid. Em seguida, depois que levante popular legítimo fez abortar o golpe e reintegrou o presidente eleito, investigações conduzidas pela justiça venezuelana e por jornalistas sérios revelaram que a ‘revolução’ filmada e distribuída pelo canal Globovisión não passava de simulacro, criado por artifícios técnicos, e que nenhum chavista jamais atirara contra manifestantes; e que, isso sim, os manifestantes haviam sido vítimas de atiradores mercenários a serviço da CIA.
Vê-se acontecer o mesmo, novamente, agora, mas os criminosos são canais de televisão consorciados que distribuem imagens de eventos inexistentes na Líbia e na Síria. O objetivo é fazer-crer que a maioria dos líbios e dos sírios desejariam a destruição de suas instituições políticas e que Muammar Gaddafi e Bashar al-Assad teriam massacrado o próprio povo. A partir dessa intoxicação ‘midiática’, a OTAN atacou a Líbia e está em vias de também destruir a Síria.
Fato é que, depois da 2ª Guerra Mundial, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou legislação específica que proíbe e pune essas práticas ‘midiáticas’.
A Resolução n. 110, de 3/11/1947 criou “procedimentos a serem adotados contra a propaganda e incitadores de nova guerra”, condena “propaganda construída explicita ou implicitamente para provocar ou encorajar qualquer tipo de ameaça à paz, quebra de paz negociada ou ato de agressão."
A Resolução n. 381 de 17/11/1950 reforça aquela condenação e condena explicitamente qualquer censura a informação, como parte da propaganda contra a paz.
Finalmente, a Resolução n. 819 de 11/12/1954 sobre “remoção de barreiras que impeçam a livre troca de informação e ideias” reconhece a responsabilidade dos governantes no ato de remover barreiras que impeçam a livre troca de informação e ideias.
Ao fazê-lo, a Assembleia Geral desenvolveu doutrina própria sobre a liberdade de expressão: condenou todas as mentiras que levam à guerra; e impôs o livre fluxo de informações e ideias e o debate crítico, como armas a serem usadas necessariamente a favor da paz.
Palavras e, sobretudo, imagens, podem ser manipuladas de modo a servirem como ‘justificativa’ para os piores crimes. Nesse sentido, a intoxicação da opinião pública provocada pelas falsas notícias distribuídas por CNN, France24, BBC e al-Jazeera pode ser definida como prática de “crime contra a paz”.
Essas práticas criminosas ‘midiáticas’ devem ser vistas como mais sérias do que outros crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos pela OTAN na Líbia e por agências ocidentais de inteligência na Síria, na medida em que os crimes ‘midiáticos’ precederam e possibilitaram a prática dos demais crimes.
Todos os jornais, redes de televisão públicas e privadas e todos os jornalistas que operaram na propaganda de guerra – a favor dos ataques militares contra a Líbia (e, deve-se prever, em breve também contra a Síria) – devem ser julgados pela Corte Internacional de Justiça.
Caso isso não ocorra e a impunidade das grandes redes de comunicação sigam impunes em seu trabalho de divulgar mentiras para facilitar o roubo e o saque de pequenos países, será uma demonstração de que a Justiça internacional é uma farsa, uma balela, um grupo nocivo de marionetes a serviço das potências imperialistas. Portanto, caberá aos povos praticar a justiça com as próprias mãos para punir os governantes e proprietários de meios de comunicação terroristas.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A guerra na Líbia em fotos






Enquanto a imprensa ocidental festeja a carnificina promovida pela Otan na Líbia, o avanço de rebeldes (ratos mercenários) e criminosos comuns, o mundo assiste a repetição das guerras colonialistas promovidas pelos EUA, França e Inglaterra.
Por trás dos assassinatos demais de 4.000 líbios (entre homens, mulheres, velhos e crianças), a expulsão de mais de 1,5 milhão de trabalhadores estrangeiros do país, o naufrágio no Mar Mediterrâneo de mais de 500 embarcações onde morreram afogados mais de 2000 pessoas, a destruição da infraestrutura do país (bombardeada dia e noite pela Otan), o risco da soberania do país. Tudo isto não pode ser comemorado. Pelo contrário, deve servir de vergonha e condenação para Obama, Sarkozy, Cameron e Rasmussen, verdadeiros criminosos terroristas que massacraram a população de um país inteiro para favor o comércio e a indústria bélica, roubando gás e petróleo de um pequeno país.
O mundo está de luto diante da barbárie praticada na Líbia pelas maiores potências militares do planeta.
O mundo está de luto pela morte da credibilidade da imprensa ocidental, que se mostrou mercenária e corrupta, inocentando criminosos e condenando inocentes.
A resistência líbia comandada pelo líder Muamar Kadafie seus filhos é a única esperança para resgatar a liberdade e a soberania da Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia.
- Viva Muamar Kadafi! - Viva a Líbia soberanae independente! - Viva a Era das Massas!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saif Kadafi aparece em público para desmentir a imprensa mercenária


Apenas 12 horas foram necessárias para desmascarar novamente a mídia mercenária que faz a cobertura midiática na guerra de ocupação da Líbia. Dois filhos do líder Muamar Kadafi, Mohamed e Saif El Islam, eram dados como prisioneiros por toda a imprensa ocidental, tentando demonstrar importante vitória dos rebeldes.
Os rebeldes emitiram nota afirmando que Mohamed Kadafi havia sido resgatado por apoiadores na prisão domiciliar onde se encontrava, e Saif El Islan Kadafi foi ainda mais longe, apareceu – a vivo e a cores –em um dos principais hotéis do centro de Trípoli para desmentir a mídia e informar que seu pai, Muamar Kadafi, não deixará Trípoli e lutará até a vitória.
A imprensa brasileira é refém das agências internacionais de notícias que publicam apenas notícias aprovadas pelo Pentágono, ou seja, vendem mentiras para os leitores e telespectadores do mundo ocidental.
As cenas apresentadas por todos os canais de televisão, de rebeldes comemorando vitória na PraçaVerde de Trípoli, levavam a crer que a guerra havia terminado e que os rebeldes tomaram toda a capital. Mentiras!
A população líbia está aterrorizada por bombardeios diários da Otan. Todos os dias e todas as noites aviões norte-americanos, franceses, canadensese ingleses despejam toneladas de bombas nos bairros de diversas cidades líbias, destruindo hospitais, escolas, universidades, creches, viadutos, rodovias, e assassinando milhares de civis indefesos. A Otan – como apoio dos governos dos EUA, França, Canadá e Inglaterra - instauraram o terror para tentar deter a resistência do povo árabe líbio que apóia totalmente a liderança de Muamar Kadafi.
Os bombardeios diários que a Otan realiza na Líbia há mais de 6 meses são crime contra a humanidade, prática de genocídio que deveria ser julgada por tribunais penais internacionais independentes e soberanos, e não pelo atual Tribunal com sede em Haia, uma marionete a serviço dos interesses criminosos das potências imperialistas, sem nenhuma credibilidade.
Enquanto os grupos de rebeldes e mercenários estrangeiros financiados pela Otan festejam uma vitória que não existiu, as tropas fiéis ao governo se preparam para os combates casa a casa, rua a rua,porque Trípoli não vai se entregar nem à maior potência militar do mundo, a terrorista Otan.
As agências de notícias internacionais continuarão mentindo descaradamente para tentar influir no resultado desta guerra por petróleo. Trata-se de uma imprensa comercial, mídia-empresa a serviço da criminosa indústria bélica e dos governos imperialistas.
A família da Kadafi está unida e lutando ao lado do povo líbio contra os militares estrangeiros que desejam fazer a Líbia retroceder na história. Após construir a Democracia Direta (Era das Massas) e derrotar o colonialismo e uma monarquia (Rei Idris), o povo líbio não vai se render nem se sujeitar a governos estrangeiros corruptos e colonialistas.

José Gil

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Líbia: notícias do front


Por Thierry Meyssan
Sábado 20 de Agosto 2011, pelas 20h, ou seja, na altura do Iftar, rompeu-se o jejum do Ramadão quando a Aliança atlântica lançou a "Operação Sereia"
As Sereias são os alto-falantes das mesquitas que foram usadas pela Al-Qaeda para lançar um apelo de modo a iniciar as revoltas. Logo de seguida, células adormecidas de rebeldes entraram em ação. São pequenos grupos de extrema mobilidade que multiplicaram os ataques. Os combates durante a noite fizeram 350 mortos e 3000 feridos.
A situação estabilizou durante o dia de domingo.
Um navio da Otan acostou em Tripoli, fornecendo armas de alto calibre e desembarcando jihadistas da Al Qaeda, contratados pelos oficiais da Aliança.
Os combates retomaram durante a noite. Atingiram um pico de violência extrema. Os drones e os aviões da Otan bombardeiam em todas as direções. Os helicópteros metralham as pessoas nas ruas de forma a abrir caminho aos jihadistas.
No início da noite, uma escolta de veículos oficiais transportando personalidades de primeiro plano foi atacado. Refugiaram-se no hotel Rixos onde se encontra a imprensa estrangeira. A Otan não se atreveu a bombardear por causa dos jornalistas. O hotel Rixos, onde me encontro, está sob fogo constante.
Às 23h30, o ministério da Saúde constatou que os hospitais se encontravam saturados. Contavam-se no início da noite 1300 mortos e 5000 feridos.
A Otan recebeu esta missão do Conselho de Segurança da ONU para proteger os civis. Na realidade, a França e o Reino-Unido recomeçaram com os massacres coloniais.
1h00 Khamis Kadhafi vem em pessoa trazer armas para defender o hotel. Foi-se embora após entregar as armas. Os combates são extremamente duros nos arredores.

Notícias da Líbia - 22.09.2011



Estamos com evidentes dificuldades de contato com o deputado Brizola Neto que, a esta altura, deve estar regressando ao Brasil. Todos estão lendo que os combates na Líbia estão acirrados e o bombardeio da Otan nem mais se preocupa em alegar estar atacando alvos militares: o objetivo é oferecer cobertura de artilharia aérea para aniquilar a capacidade do governo líbio de resistir ao avanço das forças rebeldes. Algo totalmente diverso do mandato que deu a ONU à OTAN para criar uma zona de exclusão aérea e proteger civis.

A impressão que se tem, pela mídia, é de que um imenso aparato de força vai se fechando sobre Trípoli, sem que haja qualquer esforço da comunidade internacional, há meses, por produzir um cessar-fogo, salvar vidas e produzir uma transição negociada e democrática.

Publicamos, para atualizar as informações, um trecho da matéria enviada pelo jornalista Mario Augusto Jacobskind, que com Brizola Neto e Protógenes Queiroz integra a delegação que se deslocou àquele país.

Delegação brasileira barrada na Líbia

Mário Augusto Jacobskind e as notícias do front

Civis foram atingidos e ninguém pôde atravessar a fronteira para ir ao território líbio. Os que tentaram, como o médico líbio Heghan Abudeihna, que chegava do exterior via Tunísia foram atingidos. Integrantes da família do médico foram vitimados, segundo informações procedentes de Trípoli.

A Otan não quer sem saber se seus ataques atingem ou não populações civis, o que o governo líbio garante acontecer e até chamou delegações de várias partes do mundo, não só a brasileira, como dos Estados Unidos, Itália e muitos outros países, para verificar de perto os acontecimentos, como os efeitos dos bombardeios da Otan sobre a população civil.

Lamentavelmente, quando chegava a vez dos brasileiros, a última delegação que faria um relatório a ser apresentado à Organização das Nações Unidas, a ação militar da Otan impediu a entrada, que se fosse acontecer colocaria em risco os nove integrantes, inclusive este jornalista, dois parlamentares, Protógenes Queiroz e Brizola Neto, entre outros. O próprio governo líbio recomendou a não ida, para evitar algum incidente de consequências fatais.

O texto continua no site Direto da Redação. http://www.tijolaco.com/

sábado, 20 de agosto de 2011

Embaixada da Líbia no Brasil é atacada



A convocação para invadir a Embaixada da Líbia, no dia 19, foi publicada no site da Sociedade Islâmica de Foz do Iguaçu (de orientação xiita), através o site da entidade, convocando líbios residentes em diversas cidades do país a invadir a embaixada da Jamahiriya Líbia em Brasília. Diante da fraca adesão, os organizadores – apoiados pela CIA e por xiitas – recorreram a mentiras, afirmando que o regime do líder Muamar Kadafi havia caído e que estavam sendo convidados a hastear a bandeira da monarquia líbia (adotada pelos rebeldes) na embaixada.
No leste da Líbia, xiitas ligados à rede terrorista Al Qaeda, financiados pela CIA, são os principais opositores ao líder Muamar Kadafi, e responsáveis pelos piores atos de agressão, torturas e assassinatos contra a população civil.
Segundo o empresário Mohamed il Zwei, um convidado do evento, parte do grupo recebeu a informação de que Kadafi havia deixado o poder, o que legitimaria a troca da bandeira, o que gerou a discussão e agressões na embaixada.
Durante a invasão os participantes alegaram que desejavam apenas conversar com o embaixador líbio Salem Zubeidy. Demonstrando boa vontade, os portões da embaixada foram abertos, dando lugar a uma invasão de pessoas violentas preparadas para o confronto. Ao adentrar o pátio da Embaixada os manifestantes começaram a agredir funcionários e seguranças da embaixada, incluindo o filho do embaixador Salem Zubeidi.
A Polícia Militar do Distrito Federal foi acionada e conteve os manifestantes, retirando-os da embaixada e encerrando o conflito.
Esta foi mais uma demonstração de como agem os opositores ao líder Muamar Kadafi: com mentiras e violência.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Israel volta a bombardear alvos civis em Gaza






Mais uma vez, nesta quarta-feira, diante da perplexidade mundial e da covardia das Nações Unidas, Israel voltou a bombardear Gaza, na Palestina ocupada.
Aviões militares israelenses despejaram bombas em vôos noturnos sobre um hospital, uma escola e diversas residências, causando diversas mortes e dezenas de feridos entre a população civil palestina.
O covarde ataque está sendo “justificado” pelo governo sionista como retaliação à ação de milicianos que se infiltraram pelo Egito, provocando a morte de pelo menos oito militares israelenses que viajavam em um ônibus para apoiar colonos israelenses que invadem terras palestinas.
As ações retaliatórias de Israel já mataram pelo menos cinco palestinos e três egípcios, segundo a Associated Press, mas os números reais são bem maiores, informaram fontes independentes.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Brasileiros protestam contra bombardeios da OTAN e contra assassinato de crianças e vão a Líbia em apoio a plano de paz de Khadafy

Por ZÓBIA SKARTHINE

MIDIA SEM FRONTEIRAS - Após inúmeros e criminosos bombardeios perpetrados pelas forças da OTAN a serviço das companhias de petróleo da França, dos EUA e da Grã Bretanha sob o pretexto de “intervenção humanitária”, diversos movimentos de defesa dos direitos humanos e luta pela paz mundial de todos os continentes, decidiram agir depois da divulgação do Relatório da Anistia Internacional, semana passada, sobre a guerra na Líbia, onde inocentam Khadafy de qualquer acusação e mostram com fotos e depoimentos, além de documentos, que os verdadeiros criminosos de guerra além dos generais da OTAN seriam os próprios Presidentes, Barack Obama, dos EUA, Nicolas Sarkorzy, da França e o Primeiro Ministro David Cameron, do Reino Unido, que deram as ordens de assassinatos de civis e a destruição de hospitais, escolas, creches e alvos que provocassem a morte de inocentes numa tentativa de jogar a população líbia e a opinião pública mundial contra o líder líbio Muammar Khadafy, já que praticamente toda a imprensa internacional está sob controle do Pentágono e na Folha de pagamento dos serviços secreto francês, inglês e norte americano.

Diante das atrocidades cometidas pelos bombardeios da OTAN com aviões franceses e norte americanos, além do assassinato de um filho e de dois netos do líder líbio, já foram assassinadas 1.255 pessoas, todas civis, na Líbia e o que mais revoltou a opinião pública mundial foram as declarações da Secretaria de Estado Hilary Clinton que afirmou que os assassinatos seriam “mero detalhe de guerra e essas crianças seriam terroristas quando estivessem adultos”.

Uma delegação brasileira composta de nove membros, dentre eles, dois parlamentares, Deputados Brizola Neto e Protogenes Queiroz, além de dois jornalistas, Mário Jackobinsk e Juliana Castro, fotógrafos e cinegrafistas e líderes de movimentos sociais viajam neste sábado á Libia atendendo convite dos movimentos internacionais de direitos humanos e dos comitês pela paz mundial, representados no Brasil pelo MDD, Movimento Democracia Direta, pela EPP, Escola Internacional de Formação Política Poder Popular dentre outras entidades e organizações populares, com o objetivo de se incorporarem a uma comitiva de diversos outros parlamentares, jornalistas, sindicalistas e ativistas de direitos humanos de mais de cem (100) países que estão viajando a Líbia com o objetivo de verem a realidade e as mentiras que a mídia mundial, num plano arquitetado pelos serviços secretos que hoje controlam as grande redes de televisão, jornais e revistas de maior circulação no mundo, inclusive no Brasil, elaboraram, para ganharem além da guerra com armas, a guerra midiática.

Khadafy convidou todos os Prêmios Nobel da Paz e todos os ex-secretário gerais da ONU a visitarem a Líbia, conversarem livremente com o povo e fazerem o relatório que desejarem ao mundo. Mas por pressão dos EUA e da OTAN ninguém aceitou e ainda foi divulgado em Relasse elaborado nos escritórios dos serviços de inteligência que Khadafy teria proibido a entrada dos mesmos na Libia. Sem que as forças de ocupação da OTAN e dos EUA soubessem e acreditassem, o ex-secretário geral das Nações Unidas. Kofi Annan aceitou e vai a Libia em breve para coordenar a ação dos grupos humanistas e pacifistas que descobriam a verdade sobre a guerra na Libia e agora elaboram uma campanha mundial pela paz e o fim da guerra na região.

Outro ponto que a mídia empresarial brasileira está em divida com os patrocinadores da guerra, no caso as companhias de petróleo e empresas de fabricação e venda de armas, é que lhes foi dada a incumbência de fazer uma entrevista com Khadafy na Líbia, através de uma grande rede de Televisão, uma revista de circulação nacional e um tradicional jornal brasileiro, mas um advogado brasileiro, amigo pessoal de Khadafy o aconselhou a não dá a entrevista as estes órgão de comunicação, e na conversa com o próprio Khadafy disse que, toda a entrevista seria alterada e deformada na tradução e na edição. Tendo assim a entrevista sido negada.

Este mesmo amigo afirmou que Khadafy mandou emissários a todos os países da América Latina para conversarem com os líderes regionais, o que culminou com a visita de diversos emissários do líder líbio a Cuba, Nicarágua, Venezuela, Equador, Bolívia, Brasil e outros países. Confirmado esse fato semana passada esteve no Brasil Mohamed Zydan, enviado especial do Líder Muammar Khaddafi e Ministro das Comunicações e dos Transportes na Libia, e que a mídia só soube quando já estava no Itamaraty e no Palácio do Planalto. Isso irritou os serviços de inteligência e da própria imprensa que hoje cria, monta e divulga as noticias de acordo com o interesse das Agencias de Inteligência dos EUA, França, Inglaterra e da OTAN, assim como das empresas de fabricação e venda de armas, além das companhias de petróleo.

A delegação brasileira que seguiu hoje para a Líbia passará uma semana no país e fará um relatório a ser enviado a Kofi Annan como também será divulgado em todo o Brasil. Estes já foram informados de que estão sendo monitorados pelos serviços de inteligência francês, inglês e norte americano e que parte da mídia brasileira já estar orientada para desqualificar a viagem, anunciando que os mesmos foram convidados apenas porque são de esquerda, que as passagens foram pagas pelo governo líbio, da mesma forma que foi feito com delegações de outros países, como Venezuela, Filipinas, Espanha, México e inclusive dos EUA.
Segundo os organizadores da viagem e que formularam os convites, todos os convidados receberam o aval para viagem pela sua ética e isenção com que desempenham seus trabalhos e atividades políticas, como também por serem pessoas conhecidas e respeitadas em todo o Brasil e no mundo, como o caso dos Deputados Protogenes Queiroz e Brizola Neto, símbolos de luta contra a corrupção e em defesa da autodeterminação dos povos, do jornalista e escritor Mário Jackobinsk, a ativista do movimento de mulheres e Presidente da Federação de Mulheres do Paraná Alzimara Bacellar; da ativista pela paz mundial Juliana Castro, do advogado e humanista Felipe Bonna; e do fotógrafo Sérgio Alberto Junior e do cinegrafista Miguel Mello, que são profissionais respeitados em todo o Brasil e com diversos trabalhos internacionais realizados.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mulheres brasileiras manifestam solidariedade à Líbia


SOLIDARIEDADE AO POVO LIBIO
Confederação das Mulheres do Brasil-CMB repudia a agressão e assalto contra a Soberania e ao Povo Libio - Brasileiras! Alertas em defesa do nosso Petróleo do Pré-Sal! A Confederação das Mulheres do Brasil – CMB exige a imediata retirada das tropas de assalto imperialistas da Líbia e repudia mais esse crime contra a Humanidade equivocadamente avalizado pelo Conselho de Segurança da ONU, atitude que em muito denigre este organismo internacional. Queremos a ONU se comprometendo com a Soberania e Auto-Determinação dos Povos. Esta é uma agressão contra a soberania da Líbia na tentativa de subjugar seu governo e seu povo para assaltar o petróleo. Já assistimos a este filme antes e a mídia financiada pelos cartéis belicistas manipula as informações, mentindo para justificar ações criminosas como esta que resultam em assassinato de milhares de inocentes e servem para garantir o petróleo aos cartéis, reais governantes dos EUA. O imperialismo usou como álibi para desrespeitar a soberania da Líbia e bombardear Trípoli e outras cidades, o avião derrubado no dia 19 de março em Bengazi, que os “rebeldes” reconheceram como seu, informado por 'The Guardian', através de seu correspondente, Chris McGreal. A imprensa imperialista divulgou este episódio como prova de que o governo Líbio não acatou a decisão do conselho de segurança da ONU de exclusão aérea. Quem possui aviões são as forças armadas dos governos para a defesa de seu território e de seu povo. De onde vêm aviões e armas para “rebeldes”? Quem forneceu os aviões e armas para os “rebeldes”? A manipulação da mídia imperialista está em colocar o Governo Líbio, que se defendeu das agressões sofridas de exércitos mercenários, como agressor. A “Frente Nacional de Salvação da Líbia”, que de Nacional só tem o nome, tem escritório em Washington e comanda um exército de mercenários, estrategicamente posicionados na fronteira do Egito, financiado pela CIA desde 1981. A Líbia tem o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano – IDH de todos os países da África. Mesmo com o bloqueio econômico imposto ao país, o Governo Líbio sob o comando de Muammar Kadafi garante saúde e educação gratuita, moradia, alimentação e combustíveis disponíveis para todos. Conquistou uma taxa de alfabetização de 90% e as mulheres que antes viviam excluídas, conquistaram o direito à educação e ao trabalho antes proibido. No governo anterior à Kadafi grandes quantidades de petróleo líbio foram roubados, pelos Estados Unidos. A taxa de alfabetização era de 9%. Ao assumir o comando da nação, Kadafi nacionaliza a industria do petróleo, obriga a retirada das bases militares americanas e inglesas do país e garante saúde e educação gratuita para todos bem como a massiva participação das mulheres na sociedade. Isso é inaceitável para o Império vadio que vive às custas da FOME, da MISÉRIA, do TRABALHO e das RIQUEZAS que não lhe pertencem. Na Líbia não ocorreram protestos populares como ocorreram na Tunísia, Egito, Arábia Saudita e Bahrain. Nem tão pouco ocorreu uma “insurgência armada”. O que ocorreu foi uma ação criminosa armada do exército mercenário financiado pela CIA com apoio dos EUA, Inglaterra e OTAM para tentar recuperar a posição que ocupavam de exploração do petróleo Líbio antes do Governo de Kadafi. A Líbia possui a maior reserva petrolífera da África com 44.000 milhões de barris e está entre os 10 países mais ricos em petróleo do mundo com uma produção/dia de 1,8 milhões de barris de alta qualidade. Após a comprovada falácia inventada pelo imperialismo da existência de armas de destruição em massa no Iraque para justificar a invasão e assassinato de seu Presidente Sadam Hussein, outros países agora estão atentos e vigilantes para garantir a defesa de seus territórios e de suas soberanias. É o que faz hoje a Rússia que monitora via satélites a região e declarou que nunca ocorreu bombardeio aéreo do Exército Líbio contra as cidades de Benghazi e Trípoli conforme divulgado. Esta informação desmascara a mentira produzida pela mídia imperialista. Neste momento apresentamos nossa total solidariedade e apoio ao povo e ao governo Líbio, a “Grande Jamahiriya” (estado das massas), na defesa da soberania e da autodeterminação dos povos do mundo! E, neste momento, também aproveitamos para convocar as mulheres brasileiras para estado de ALERTA PERMANENTE em DEFESA do nosso Petróleo do PRÉ-SAL! Atenciosamente,
Gláucia Morelli Presidente da Confederação das Mulheres do Brasil Conselheira do Conselho Nacional dos Diretos da Mulher
Federação das Mulheres do Paraná

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Kadafi conclama o povo líbio a lutar contra a Otan e os traidores


Dando prosseguimento à luta heróica do povo líbio de resistência às potências estrangeiras que bombardeiam a Líbia através da Otan, o líder Muamar Kadafi conclamou nesta segunda-feira os líbios a libertarem o país "da Otan e dos traidores".
Enquanto Kadafi falava a milhares de líbios que o apoiam, a imprensa ocidental divulgava mais uma mentira, através de agências de notícias internacionais monitoradas pelo Pentágono, segundo as quais os rebeldes teriam ocupado a cidade de Zawiyah e estariam a 50 quilometros de Trípoli. Diariamente a mídia ocidental publica mentiras como esta.
A agência Reuters divulgou as mentiras sobre a ocupação da cidade de Zawiyah, mas na própria matéria existe um contrasenso porque a própria agência admite que os campos de petróleo da cidade continuam sob controle dos apoiadores de Kadafi.
"A queda de Zawiyah seria o maior marco para os rebeldes desde a libertação de Misrata. É um verdadeiro reforço moral para eles, e implica uma sensação de impulso", disse o analista Shashank Joshi, do Real Instituto de Serviços Unidos, de Londres. A afirmação é mentirosa e irresponsável e faz parte da estratégia das potências imperialistas – EUA, França e Inglaterra – para difundir uma realidade que só existe nos jornais ocidentais para tentar manipular a opinião pública e esconder um crime contra toda a humanidade, em nome da ONU, que autorizou o ataque militar a uma nação soberana.
Os mercenários chamados pela mídia de "rebeldes" têm apoio de aviões da Otan, os quais, cumprindo um mandato da ONU para proteger civis, estão bombardeando hospitais, escolas, estradas, viadutos, pontes e bairros residenciais de diversas cidades líbias, tentado abrir caminho para os grupos de mercenários financiados pelas potências ocidentais.
As novas exortações de Kadafi a seus seguidores foram feitas em um discurso na manhã de segunda-feira, usando uma linha telefônica e transmitido pela TV estatal.
"O povo líbio irá permanecer, e a revolução Fateh (que libertou a Líbia da monarquia do Rei Ídris, um fantoche dos EUA e Inglaterra em 1969) vai permanecer. Adiantem-se, desafiem, peguem suas armas, vão à luta para liberar a Líbia, polegada a polegada, dos traidores e da Otan", disse Kadafi.
"O sangue dos mártires é o combustível para a batalha", disse ele, no que a TV líbia apresentou como um discurso ao vivo. "O fim do colonialismo está próximo. O fim dos ratos (rebeldes) está próximo, pois eles fogem de casa em casa conforme as massas os caçam."
Na ilha turística tunisiana de Djerba, no domingo, seguranças barraram repórteres da Reuters em um hotel onde, segundo uma fonte que pediu anonimato, ocorriam negociações entre representantes dos rebeldes e do governo. Em Trípoli, o porta-voz governamental Moussa Ibrahim desmentiu esse fato, atribuindo-o à "guerra midiática contra nós".

domingo, 14 de agosto de 2011

O sistema financeiro internacional por trás da guerra na Líbia



Por Ellen Brown

Vários comentaristas e analistas de economia já observaram o estranho fato de os rebeldes líbios terem tido tempo, em plena rebelião, para criar, em março, seu próprio banco central ‘rebelde’ – antes até de haver governo ou Estado. Robert Wenzel escreveu, no Economic Policy Journal: “Mais um recorde, para o livro Guiness. Nunca antes ouvi falar de rebeldes que, com alguns dias de rebelião, já criaram um banco central. O movimento sugere que haja algo mais, naqueles rebeldes, além do exército de voluntários, e que podem estar em ação, ali, projetos muito mais sofisticados” (em http://www.economicpolicyjournal.com/2011/03/libyan-rebels-form-central-bank.html).
Alex Newman escreveu, no New American:
Em declaração distribuída semana passada, os rebeldes líbios relataram resultados de reunião realizada dia 19/3. Dentre outros informes, os supostos rebeldes esfarrapados anunciaram “a designação do Banco Central de Benghazi como autoridade monetária competente para definir as políticas monetárias da Líbia, o qual terá sede provisória em Benghazi” (em http://www.thenewamerican.com/world-mainmenu-26/africa-mainmenu-27/6915-libyan-rebels-create-central-bank-oil-company).
Newman citou o editor-chefe da rede CNBC John Carney, que comentou: “Parece-me que seja a primeira vez no mundo, que grupo revolucionário cria banco central ainda durante os combates pelo poder político. Sinal de o quanto são poderosos os banqueiros centrais que estão surgindo nesses tempos extraordinários.”
Outra anomalia também chama a atenção, na justificativa para que os EUA alinhem-se oficialmente ao lado dos rebeldes. Fala-se das violações dos direitos humanos, mas há contradições. Segundo artigo publicado na página internet da rede Fox News, dia 28/2:
“Enquanto a ONU trabalha febrilmente para condenar o ataque de Muammar al-Qaddafi contra manifestantes, o Conselho de Direitos Humanos preparava-se para divulgar relatório carregado de elogios à Líbia, no quesito direitos humanos.
O relatório registra aumento de oportunidades educacionais e louva a posição oficial de fazer dos direitos humanos “uma prioridade” para aprimorar “o quadro constitucional”. Vários países, entre os quais o Irã, Venezuela, Coreia do Norte, Arábia Saudita e Canadá deram marcas positivas à Líbia para a proteção legal oferecida aos seus cidadãos – os mesmos que agora se estariam levantando contra o governo e sendo cruelmente atacados pelo mesmo governo. (em http://nation.foxnews.com/united-nations/2011/03/01/un-poised-praise-libyas-human-rights-record).
Sejam quais forem os crimes pessoais de Gaddafi, o povo líbio parecia viver muito bem. Uma delegação de médicos russos, ucranianos e bielorrussos escreveu carta aberta ao presidente Dmitry Medvedev e ao primeiro-ministro Vladimir Putin da Rússia, em que dizem que, depois de habituados à vida na Líbia, são de opinião que poucos países vivem em condições tão favoráveis quanto os líbios:
[Os líbios] têm tratamento médico gratuito e seus hospitais oferecem o que há de melhor, no mundo, em tratamentos e equipamentos médicos. A educação é universal e gratuita, muitos jovens recebem bolsas de estudo no exterior, pagas pelo estado. Ao casar, cada casal líbio recebe empréstimo sem juros de 60 mil dinares líbios (cerca de 50 mil dólares), como auxílio do estado para constituir família. Há empréstimos oficiais sem juros e, pelo que vimos, sem prazo. Dados os subsídios que o estado paga, o preço de carros é muito inferior ao que se vê na Europa e praticamente todas as famílias têm carro. Gasolina e pão são subsidiados e baratíssimos, e os agricultores são isentos de impostos. O povo líbio é pacífico e calmo, não é dado a beber e os líbios são muito religiosos (em http://alexandravaliente.wordpress.com/2011/03/26/nato-u-s-war-crimes-open-letter-from-citizens-of-ukraine-belarus-and-russia-working-and-living-in-libya/).
Os médicos insistem que falta informação à comunidade internacional sobre a luta contra o regime. “Quem, afinal, se rebelaria contra o governo que vemos aqui?” – perguntam.
Ainda que muito disso não passe de propaganda, não há como negar pelo menos uma grande realização do governo de Gaddafi: há água farta para a população, e gratuita. O estado construiu um grande aqueduto que traz água ao deserto e implantou na Líbia o maior e mais caro projeto de irrigação que há no mundo (o Projeto “Grande rio feito pelo homem” [ing. GMMR, Great Man-Made River] custou US$33 bilhões). Na Líbia, a água é muito mais crucialmente importante para os cidadãos, que o petróleo.
O GMMR abastece 70% da população com água potável e para irrigação, bombeada do imenso Sistema Aquífero de Arenito Níbio, do sul até as áreas urbanizadas no litoral, localizadas ao norte, a 4 mil quilômetros de distância da fonte. Isso, pelo menos, não há dúvidas de que o governo de Gaddafi fez bem feito.
Outro argumento que se tem usado para explicar o ataque à Líbia é que se trataria “do petróleo”, ideia que também apresenta inúmeras contradições. Como observou o Jornal Nacional, a Líbia produz apenas 2% do petróleo mundial. Só a Arábia Saudita, só ela, tem capacidade para aumentar a oferta de petróleo e suprir qualquer demanda que se criasse pela falta do petróleo líbio, e mesmo que a Líbia fosse varrida do mapa. Além do mais, se se trata de petróleo, por que tanta pressa para criar um novo banco central?
Outros dados intrigantes voltam a circular na Internet, mostrando entrevista realizada em 2007, pela página “Democracy Now”, com o general Wesley Clark, general da reserva. Naquela entrevista o general Clark diz que 10 dias depois do 11 de setembro de 2001, um general lhe disse que já estava tomada a decisão de invadir o Iraque. Clark conta que a notícia o surpreendeu e que perguntou por quê. “Não sei”, foi a resposta, “Acho que é porque ninguém sabe o que fazer!” Mais tarde, o mesmo informante contou ao general Clark que havia planos para invadir sete países em cinco anos: Iraque, Síria, Líbano, Somália, Sudão e Irã.
O que há de comum entre esses sete países? Os que estudamos o sistema bancário e os bancos centrais em todo o mundo sabem que nenhum desses países aparece na lista dos 56 países filiados ao Bank for International Settlements (BIS) [Banco de Compensações Internacionais; é o ‘banco central’ dos bancos centrais; organização internacional responsável pela supervisão bancária, que visa a “promover a cooperação entre os bancos centrais e outras agências na busca de estabilidade monetária e financeira” mundial, com sede na Basileia, Suíça (NTs, com informações de http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_de_Compensa%C3%A7%C3%B5es_Internacionais)]. Se não fazem parte do BIS, esses países estão fora do campo regulatório dos banqueiros centrais reunidos no BIS, na Suíça.
Os renegados mais resistentes são precisamente a Líbia e o Iraque – dois países que já foram diretamente atacados. Kenneth Schortgen Jr, escrevendo em Examiner.com, observou que “seis meses antes de os EUA atacarem o Iraque, o Iraque passou a exigir euros, em vez de dólares, nas vendas de petróleo – o que converteu o Iraque em ameaça mortal, porque ameaçava o domínio do dólar como moeda internacional de reserva, na modalidade de petrodólar” (em http://wn.com/pre_market_movers_february_4th,_2011?orderby=relevance&upload_time=today)
Segundo matéria publicada em jornal russo dia 28/3/2011, “Bombing of Líbia – Punishment for Ghaddafi for His Attempt to Refuse US Dollar” (em http://kir-t34.livejournal.com/14869.html), Gaddafi fez movimento semelhante ao dos iraquianos: começou a recusar dólares e a exigir euros, e conclamou os países árabes e africanos a usar uma nova moeda, o dinar de ouro. Gaddafi planejava conseguir que toda a África, seus 200 milhões de habitantes, passasse a viver com essa nova moeda única.
Ao longo do ano passado, vários países árabes e muitos países africanos aprovaram a nova moeda. Restaram contra só a África do Sul e alguns países da cúpula da Liga Árabe. A iniciativa não foi vista com bons olhos pelos EUA e pela União Europeia; o presidente Nicolas Sarkozy declarou que a Líbia seria ameaça à segurança financeira da humanidade. Gaddafi não se impressionou e prosseguiu na sua campanha para criar uma moeda da África.
Com o que, afinal, podemos voltar ao mistério do novo banco central ‘rebelde’, na Líbia. Em artigo publicado em Market Oracle, Eric Encina escreve:
Um fato raramente mencionado pelos ‘especialistas’, ‘comentaristas’ ‘analistas’ ou políticos ocidentais é que o Banco Central da Líbia é 100% banco público. Hoje, o governo da Líbia cria a própria moeda, o dinar líbio, graças ao uso que dá ao seu banco central público nacional. Ninguém pode dizer que a Líbia não seja nação soberana, rica em recursos naturais, e capaz de comandar o próprio destino econômico. O principal problema dos cartéis dos bancos globais é que, para negociar com a Líbia, têm de negociar através do Banco Central Líbio e em moeda nacional líbia. Nessas condições não têm controle sobre a negociação nem meios para manipular os preços e condições de negociação.
O objetivo de derrubar o Banco Central Líbio (CBL) não aparece nos discursos de Obama, Cameron e Sarkozy, mas não há dúvidas de que é objetivo prioritário na agenda da grande finança globalista: incluir a Líbia na lista de países financeiramente obedientes. (em http://www.marketoracle.co.uk/Article27208.html).
A Líbia não tem só petróleo e água. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o banco central líbio mantém lastro de cerca de 144 toneladas de ouro. Com esse tipo de moeda-lastro, quem precisa de BIS, FMI e seus ‘aconselhamentos’?
Dadas essas evidências, é preciso agora considerar mais de perto as regras do Banco de Compensações Internacionais e o efeito que têm nas economias locais. Artigo que se lê na página do BIS na internet (http://www.bis.org/about/index.htm) declara que os bancos centrais reunidos na Rede de Governança dos Bancos Centrais devem manter, como seu objetivo único ou básico, “preservar a estabilidade de preços”.
Devem ser independentes dos governos nacionais, para garantir que nenhuma consideração política interfira no funcionamento. “Estabilidade de preços” significa manter suprimento estável de moeda, mesmo que isso implique castigar a população com pesadíssimas dívidas externas. Os bancos centrais ‘coligados’ são encorajados a não aumentar o suprimento de moeda mediante emissão de dinheiro e devem usar o dinheiro em benefício do Estado, diretamente ou mediante empréstimos.
Em artigo de 2002 em Asia Times Online, intitulado “The BIS vs national Banks” (14/5/2002), Henry Liu dizia:
As regulações do BIS têm o único objetivo de fortalecer o sistema bancário internacional privado, mesmo que à custa das economias nacionais. O BIS faz para os sistemas bancários nacionais o mesmo que o FMI fez aos regimes monetários nacionais. Economias nacionais que sirvam aos interesses da finança globalizada deixam de servir a interesses nacionais.
O FDI [ing. foreign direct investment, investimento estrangeiro direto] com valor nominal em moedas estrangeiras, quase sempre o dólar, condenaram muitas economias nacionais a um desenvolvimento sem equilíbrio, voltado para exportar, sobretudo para gerar pagamentos em dólar aos investidores estrangeiros diretos, com mínimo benefício às economias nacionais”(http://www.atimes.com/global-econ/DE14Dj01.html).

E acrescentava: “Se se aplica a “Teoria do Dinheiro do Estado” de Knapp, qualquer governo pode pagar com a própria moeda todas as necessidades do seu próprio desenvolvimento, para manter o pleno emprego sem inflação”. A “Teoria do Dinheiro do Estado” refere-se a dinheiro criado por governos, não por bancos privados.
A pressuposição da lei que manda não tomar empréstimos do próprio banco central do governo é que esses empréstimos seriam inflacionários, e que tomar empréstimos do dinheiro que haja em bancos estrangeiros ou do FMI não seria inflacionário. Mas, hoje, todos os bancos criam de fato o dinheiro que emprestam, seja dinheiro público ou privado. A maior parte do dinheiro novo, hoje, vem de empréstimos bancários. Tomar empréstimos do próprio banco central governamental tem a vantagem de que o empréstimo é praticamente sem juros. Já se sabe que se se eliminam os juros, o custo dos projetos públicos cai em média 50%.
Tudo faz crer que o sistema líbio funciona desse modo. Segundo a Wikipedia, entre as funções do Banco Central da Líbia está incluída a de “emitir e regulamentar os créditos e moedas circulantes na Líbia” e “gerenciar e emitir todos os empréstimos estatais”. O banco central da Líbia, público, pode administrar e administra a moeda nacional e faz empréstimos com vistas a atender, em primeiro lugar, os interesses do estado líbio.
Só assim se entendem que a Líbia tenha recursos para oferecer educação e atendimento médico universal e gratuito, e para dar a cada novo casal, como presente de núpcias, 50 mil dólares em empréstimo que o Estado faz, sem juros. Só assim se entende que o país tenha tido meios para pagar os 33 bilhões de dólares que lhe custaram o projeto do GMMR. Hoje, os líbios temem que os ataques aéreos da OTAN cheguem aos aquedutos desse projeto, o que, sim, geraria mais um desastre humanitário.
Difícil crer, nesse quadro, que os ataques à Líbia tenham a ver exclusivamente com o petróleo. Quase certamente têm a ver, também, com a independência radical do banco central líbio. Com energia, água e crédito abundante para desenvolver a infraestrutura para que energia e petróleo sejam postos a serviço do bem estar dos líbios, a Líbia pode sobreviver à distância das garras dos financiadores/credores estrangeiros. E aí, afinal, está a real ameaça que a Líbia traz: a Líbia pode provar ao mundo que é possível fazer o que a Líbia faz.
Inúmeros países não têm petróleo, mas estão em desenvolvimento novas tecnologias que podem tornam nações não produtoras de petróleo independentes, em termos energéticos, sobretudo se os custos para construir a infraestrutura são reduzidos à metade, porque os empréstimos saem do próprio banco central nacional e público, gerido em nome de interesses públicos. A independência no campo da energia libertaria os governos da rede dos banqueiros internacionais, e da necessidade de direcionar a produção doméstica para os mercados estrangeiros, para pagar o serviço das dívidas.
Caso o governo Gaddafi caia, será interessante observar se o novo banco central líbio recém-criado associar-se-á ao Banco de Compensações Internacionais, se a indústria do petróleo líbio será imediatamente privatizada e vendida a investidores globais e se continuará a haver água, educação e assistência médica universal e gratuita na Líbia.

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Brasileiros visitarão a Líbia





Um grupo de políticos e ativistas sociais brasileiros embarca neste domingo (14) rumo à Líbia, atendendo a convite do dos Comitês Populares líbios.
O convite faz parte de esforços do governo líbio para envolver o Brasil, membro rotativo do Conselho de Segurança da ONU, na pressão pelo fim dos ataques criminosos da Otan (aliança militar ocidental).
Entre os convidados estão os deputados Brizola Neto (PDT-RJ), cujo avô, Leonel Brizola, conheceu Kadafi, e Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), membro da Comissão de Constituição e Justiça.
Também integram a comitiva o escritor Mario Augusto Jakobskind, o advogado Felipe Boni de Castro, e de Curitiba, a militante feminista Alzimara Bacellar, entre outros.
"Queremos que a delegação brasileira veja com os próprios olhos as atrocidades cometidas pela Otan", disse o embaixador da Líbia no Brasil, Salem Zubeidi.
A programação, que deve durar uma semana, inclui visitas aos hospitais de Trípoli onde são tratados os sobreviventes dos ataques da Otan e encontros com autoridades e a população civil.
Após a volta ao Brasil, os integrantes da comitiva pretendem redigir um relatório que será enviado à ONU, a exemplo de delegações de outros países que visitaram a Líbia recentemente e comprovaram diversos crimes contra a humanidade, entre os quais o bombardeio de escolas, hospitais, viadutos, conjuntos residenciais e indústrias.
"Inocentes estão morrendo e boa parte da imprensa mundial distorce os fatos. Meu papel será relatar a verdade e buscar uma solução de paz", disse Brizola Neto.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Líbia: a morte do comandante ‘rebelde’




Da discussão de pauta, na Vila Vudu:

“Acho que esse artigo é muito jornalístico – portanto não nos interessa.
Ninguém aqui tem qualquer interesse por ou obrigação de ouvir/ler o que pense um ou outro jornalista ou um ou outro Murdoch, sobre seja lá o que for.

Mas nenhum jornal ou jornalista brasileiro sabe porra-nenhuma sobre a Líbia. Por aqui, a única coisa que a imprensa oferece é o papim fraco dos mervais e uíliam vacks e demétrios magnólias. E mesmo esse naaaaaaaaaaaaaada nunca passa de repetição de releases do Departamento de Estado dos EUA, da CIA
ou de agências de notícias que, idem, só fazem repetir releases etc. etc. etc., como o New York Times; ou é opinião fraca da USP udenista tucana golpista.

Nós trabalhamos sempre pra dar voz clara a UM LADO – o nosso. Em matéria de ‘ouvir os dois lados’ à moda do jornalismo que há, já nos bastam os dois lados do sempre mesmo Murdoch. Como todos sabemos, nunca houve, não há nem jamais haverá Murdochs éticos, nem Murdochs democráticos.

Mas acho que sim, podemos traduzir. Há aí melhor informação que em qualquer jornal brasileiro. E a seleção de matérias que há nas notas pode ser útil para quem esteja acompanhando o noticiário (nossa camaradinha Lica, que está fazendo exatamente isso, disse que os artigos selecionados nessas notas não são nenhuma Brastemp, mas são muito melhores que qualquer coisa que tenha sido publicada na ‘grande’ imprensa brasileira).

Metemos aspas de ironia em todos os ‘rebeldes’ e ‘revolucionários’ que o jornalista ‘isento’ escreva com pompa e circunstância (e com lado, é claro, mas nunca declarado); e escrevemos uma nota, pra chamar a atenção para o fato de que o jornalista escreve de Telavive.

Nenhum jornalista que tenha de trabalhar em Telavive JAMAIS escreverá matéria assinada em que informe, decentemente, que a guerra da Líbia foi INVENTADA e IMPOSTA à Líbia, por EUA-OTAN, interessados em destruir a Líbia de Gaddafi, porque Israel acha-que-sim.

Na matéria abaixo, de fato, a única notícia que se lê é que o calorão, o jejum de Ramadã, as tempestades de areia e a “complexidade do conflito” venceram a guerra na Líbia. Gaddafi nem passou por lá, nem derrotou os EUA-OTAN. E os ‘rebeldes’ hoje, já em pleno salve-se-quem-puder, não temem mais pelos próprios pescoços, que por alguma democracia.

De fato, pensando bem... fica-se sem saber o que, diabos, a CIA tanto espiona, que não sabia, sequer, da “complexidade do conflito” naquela parte do mundo! [gargalhadas e aplausos].

Se Obama – que estava ao lado da presidenta Dilma quando ordenou o ataque à Líbia – tivesse perguntado, a presidenta Dilma teria dito: “Não se meta lá. É fria.” Meteu-se Obama de pato do AIPAC a ganso do AIPAC, e levou um creu. Que utilidade teve a CIA?!

Se o que a CIA sabe fazer é ‘prever’ que a Líbia corre risco de virar “mais uma Somália, dessa vez na costa Mediterrânea”, sinceramente, se a CIA trabalhasse pra mim, eu demitia por incompetência. E esse trecho do artigo, por absolutamente ridículo, a gente não traduz.

Não traduzimos tampouco os parágrafos em que o jornalista ‘informa’ que a segurança do ocidente estará ameaçada se Gaddafi meter na cadeia (ou fuzilar) tooooooooooooooooooooodos os ‘rebeldes’. Isso, o Estadão já (des)informa todos os dias. E, OK, aproveitamos, do artigo, o que presta.

Melhor pra nós se, em breve, as notas introdutórias das nossas traduções trouxerem mais reflexão aproveitável que qquer coisa que a gente traduza de jornais. Só a luta ensina!

Contudo, claro, desde que todos os cidadãos consumidores de jornais sejam devidamente alertados para a péssima qualidade do jornalismo que lhes é impingido (e VENDIDO!), pode-se ler qualquer coisa. Claro. Liberdade TOTAL.

No Brasil, por exemplo, a Folha de S.Paulo, por exemplo, tem todo o direito de publicar o que dê na telha da D. Danuza. Mas a empresa deve ser obrigada por lei a trazer na primeira página, em espaço equivalente a no mínimo ¼ de página, como já se faz nos cigarros, o seguinte

ALERTA AOS CONSUMIDORES: A Folha de S.Paulo pressupõe que você seja perfeito idiota. Para o caso de você ainda não ser perfeito idiota, a Folha de S.Paulo dedica-se a torná-lo perfeito idiota. Assim, fica todo mundo avisado. Se você, consumidor, não se incomodar com ser engambelado diariamente pela Folha de S.Paulo, pague, por favor, ao jornaleiro (ou por boleto, ou pelo cartão) o muito caro que a Folha de S.Paulo lhe cobra para imbecilizá-lo... e deixe-se imbecilizar à vontade. O dinheiro é seu. A liberdade de informação, também.”

Por tudo isso, e sob as condições acima (o que não se traduz e CORTA-SE do artigo abaixo), voto a favor de traduzirmos o artigo abaixo. É o meu voto.” [Voto aprovado por aclamação]
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Líbia: a morte do comandante ‘rebelde’
30/7/2011, Victor Kotsev, Asia Times Online

O assassinato do comandante militar dos ‘rebeldes’ líbios, general Abdel Fattah Younes pode levar a violenta cisão entre as forças de oposição a Gaddafi – que viria num momento em que a ofensiva da oposição já perde ímpeto, antes do início do mês do Ramadan, em agosto, quando o calor inclemente e o jejum obrigatório tornam os combates mais lentos e mais difíceis.

A morte do general, cujo corpo, com os de dois de seus principais auxiliares foi encontrado queimado na 5ª-feira, traz à luz uma rede extensa e complexa de relações de poder e rivalidades que invade os dois lados em luta. É prova de o quanto é fluida a situação na Líbia, com camadas superpostas de lealdades, que se modificam a todo o momento.

O espectro de uma invasão por terra, por forças da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), já parece afastado. Já não se ouve o bravado do ocidente que se ouvia há apenas um mês – quando o exército britânico, além de outros, já preparava planos detalhados para uma Líbia de ‘depois de Gaddafi’ [1]. Esses planos saíram de cena, por uma combinação de fracassos em terra, falta de disposição política dos estados que enviaram soldados para a Líbia e os firmes protestos de Rússia, China dentre outros atores internacionais. (...)

Notícias sobre a morte do general Younes começaram a aparecer imediatamente depois que os líderes rebeldes anunciaram que o general fora preso; em seguida, as notícias foram corrigidas: o general teria sido “chamado do front”, para ser interrogado sobre suspeitas de que teria ajudado Gaddafi secretamente. O assassinato teria ocorrido quando o general voltava ao front, e o líder do grupo que o matou teria sido preso. Mas na manhã de 6ª-feira não houve novas notícias, e começaram a surgir boatos sobre quem, de fato, seria responsável.

Younes, que era tido como o segundo homem mais importante da Líbia, abaixo só de Gaddafi, antes de desertar em fevereiro, acompanha Gaddafi desde a revolução de 1969. Foi ministro do Interior, ativo várias vezes na repressão contra dissidentes, ao longo dos anos; muitos rebeldes, diz o noticiário, várias vezes manifestaram dúvidas sobre sua lealdade.

O fracasso do recente ataque pelos ‘rebeldes’ aos poços de petróleo de Brega, que resultou em várias baixas, parece ter despertado nova onda de suspeitas contra o general. Os ‘rebeldes’ atribuíram a derrota a uma “traição”, nas palavras de um comandante, em entrevista à rede al-Jazeera, há dez dias. [2]

No início de abril, a filha de Gaddafi, Aisha, insinuou, em entrevista, que Younes continuaria leal a seu pai. Mas Gaddafi criou um prêmio pela cabeça de Younes. A entrevista, portanto, pode ter visado a desacreditar o general no campo ‘rebelde’. (...)

As defecções não são raras, no conflito líbio, dos dois lados. Nos primeiros protestos, jornalistas ocidentais surpreenderam-se ao ver gente que participava tanto dos protestos contra Gaddafi, quanto nas manifestações a favor.

É possível que Younes tivesse várias lealdades. Isso também significa que, tão cedo, não saberemos exatamente quem esteve por trás do atentado que o matou. Os ‘rebeldes’ dizem que o general teria sido assassinado por “uma célula” pro-Gaddafi [o New York Times também diz, igualzinho. O New York Times, além do mais, só faz advertir contra o risco de “grave violência tribal, como em outras partes da África” [3]. É informação tão acurada e isenta quanto o Estadão ‘informar’ que haverá um desfile de moda na Vila Madá, em Sampa, “como em outras partes do Cone Sul”. Ninguém precisa saber o que o NYT pensa sobre coisa alguma. Quantos votos teve o NYT? (NTs)].

Há notícias sobre importante cisão dentro do campo ‘rebelde’, entre atuais ‘rebeldes’ que por muito tempo foram aliados de Gaddafi e revolucionários com passado limpo. [Como assim... “limpo”?! Cadê o jornalismo isento, sô?! Quem precisa saber o que pensa o jornalista?! Quem precisa desse jornalismo?! (NTs)]

Seja como for, não é fácil definir o que seja passado limpo na Líbia [e onde, diabos, seria facílimo definir “passado limpo”?! Parece a cabeça da D. Danuza, sô! (NTs)].

Para aumentar a complexidade da situação, o principal chefe rival de Younes no campo rebelde era o general Khalifa Hifter, que desertou em 1987 e viveu durante décadas nos EUA, até voltar à Líbia, em março, para juntar-se aos ‘rebeldes’.

Hifter, que goza da confiança dos ‘rebeldes’ por ter passado limpo é, sabidamente, ligado à Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA. Daí nasceram suspeitas de que a agência norte-americana pode também estar implicada no assassinato.

Além disso, os objetivos da guerra vão-se rapidamente centrando em obter dinheiro e conquistar recursos naturais. Não por acaso, a mais recente ofensiva dos ‘rebeldes’ visou a cidade de Brega, no leste. “A batalha na Líbia vai aos poucos se transformando, de desejo de conquistar territórios, para desejo de controlar recursos” – noticiou Anita McNaught, da rede al-Jazeera, há uma semana [4].
Outro dos motivos que têm aparecido como centrais, nos movimentos diplomáticos dos ‘rebeldes’ líbios, é obter acesso ao dinheiro. Para tanto, os ‘rebeldes’ tentam conseguir que sejam reconhecidos como legítimo governo líbio por outros países. [5] Querem ter acesso a dezenas de bilhões de dólares que estão congelados no ocidente; querem também poder receber ajuda militar, de que os rebeldes carecem desesperadamente: armas, munição, salários, comida e remédios.

Há fontes que dizem, até agora como pura especulação, que os ‘rebeldes’ têm planos de construir um exército mercenário para combater Gaddafi no futuro. A informação não foi confirmada, mas persistem muitas dúvidas quanto à identidade e o comportamento das forças ‘rebeldes’. Mesmo jornais simpáticos aos ‘rebeldes’, como al-Jazeera, já dizem que eles não seriam tão democráticos ou amantes da paz quanto querem fazer crer [6].

A ONU já acusou formalmente os dois lados por prática de crimes de guerra. [7] O assassinato de Younes, se foi crime de um dos lados em confronto, será exemplo claro das táticas brutais empregadas na Líbia, pelos dois lados. Se continuarem a surgir notícias sobre essas atrocidades, pode ser o fim de qualquer legitimidade da campanha das forças internacionais e da OTAN.

Em qualquer caso, a OTAN, a única força militar que efetivamente ainda apóia os ‘rebeldes’, já trabalha pressionada num cronograma estrito, embora não o declare. Muitos países-membro já não demonstram qualquer empenho político ou disposição para consumir recursos (ou não têm, mesmo, recursos a desperdiçar), na guerra. E logo começará o outono, época de tempestades de areia na Líbia, quando o potencial bélico dos jatos da OTAN será drasticamente reduzido.

Dado que já não se cogita de invasão por terra na Líbia, os dois cenários gêmeos, de colapso dos ‘rebeldes’ e de vácuo de poder no país, tomam a cena. Em agosto, mês do Ramadã, não se deve esperar que os ‘rebeldes’ derrotem Gaddafi pela força. E estão bem próximos de perder a OTAN, sua principal aliada. (...)

NOTAS
1. Libya after Gaddafi, Asia Times Online, 5/7/2011 (http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MG06Ak02.html).
2. Libyan rebels pushed back from Brega, al-Jazeera, 19/7/2011 (http://english.aljazeera.net/news/africa/2011/07/201171922526752203.html).
3. Death of Rebel Leader Stirs Fears of Tribal Conflict, The New York Times, 28/7/2011 (registration required) (http://www.nytimes.com/2011/07/29/world/africa/29libya.html?_r=1.
4. Libyan rebels fight for resources, al-Jazeera 21/7/2011 (http://english.aljazeera.net/video/africa/2011/07/201172134513878454.html.
5. Seeking to free funds, U.S. recognizes Libya rebels, Reuters, 15/7/2011 (http://www.reuters.com/article/2011/07/15/us-libya-meeting-usa-idUSTRE76E2QF20110715).
6. Alleged abuses take shine off Libya's 'freedom fighters', al-Jazeera 13 July 2011 (http://blogs.aljazeera.net/africa/2011/07/13/alleged-abuses-take-shine-libyas-freedom-fighters).
7. Libya conflict: UN accuses both sides of war crimes, BBC 1 June 2011 (http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-13622965)