segunda-feira, 21 de março de 2011

Líbia, Obama, Dilma e o exemplo de Tancredo


Foi um ultraje, um abuso, um desrespeito total ao povo brasileiro o fato de Obama ter usado o território brasileiro, e mais precisamente as dependências do Palácio do Planalto, durante audiência com a Presidenta Dilma, para dar as ordens de ataque com mísseis à Líbia!
Não merece, em absoluto, o Prêmio Nobel da Paz, mas o da guerra!
Mas, o episódio, mais um para a coleção de atitudes desrespeitosas com o povo brasileiro que dirigentes dos EUA praticaram - a mais grave de todas o Golpe de 1964, organizado a partir da Casa Branca que o pop star não mencionou - nos faz reviver um outro episódio.
Eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves fez um giro por diversos países para comunicar a nova fase da política no Brasil a partir de 1985. O primeiro visitado foi os Estados Unidos. Recebido por Ronald Reagan, que na época sustentava criminosa agressão contra a Nicarágua por meio de sabotagens e de apoio a grupos terroristas chamados de “contras”, Tancredo ouve com paciência o presidente estadunidense discorrer sobre América Latina e, praticamente, solicitar ou assediar apoio brasileiro contra a Nicarágua Sandinista, por ele chamada de “expansão comunista-terrorista na região”.

Mineirice e soberaniaReagan só mais tarde foi compreender qual é a manha dos mineiros. Aparentemente, pelo comportamento de Tancredo na reunião privada, Reagan foi iludido acreditando que o mineiro estaria acordo com os absurdos intervencionistas e criminosos que os EUA estavam lançando contra a Nicarágua. E por desdobramento, desrespeitando o povo brasileiro também convocando o Brasil para uma guerra contra um país irmão, a Pátria de Sandino.
Pois Tancredo deixou a Casa Branca sem dizer palavra e dirigiu-se ao Congresso. Aí sim estava a caixa de ressonância de que precisava. Ao ser sabatinado por senadores e deputados, em meio a indagações protocolares, genéricas e as imbecilizantes de sempre, sem que ninguém lhe perguntasse, Tancredo declara alto e bom som para surpresa de todos, inclusive de sua assessoria que sequer fora avisada: “o Brasil não vai admitir uma intervenção militar estrangeira na Nicarágua Sandinista!!!”
O embaixador norte-americano no Brasil, um afrodescendente, ficou pálido com o que ouviu, segundo relato do experimentado jornalista José Augusto Ribeiro, assessor de imprensa de Tancredo, que também só naquele instante tomava conhecimento da postura do presidente brasileiro recém-eleito em defesa da autodeterminação dos povos, e, concretamente, em defesa do direito da Nicarágua de escolher seu modelo político soberanamente, reconhecendo seu sagrado exercício de independência.

Fidel e Tancredo
Imediatamente a declaração corajosa e soberana de Tancredo Neves, no Congresso dos EUA, minutos após ter se reunido com o presidente Ronald Reagan que lhe fez a proposta indecente, ecoava mundo afora pelas agências de notícias. Minutos depois um despacho das agências noticiosas chegava às mãos de Fidel Castro que estava à tribuna num Congresso Internacional Contra o Pagamento da Dívida Externa, em Havana, quando também havia acabado de advertir para o risco de uma intervenção militar norte-americana na Nicarágua. Fidel pára seu discurso, lê o telegrama com as declarações de Tancredo Neves e fulmina da tribuna: “invadir a Nicarágua é relativamente fácil, quero ver invadir o Brasil de Tancredo Neves!”
Sabe-se que quando Obama foi interrompido por seu secretário à mesa de reunião com Dilma, ele deu a ordem de ataque que pode levar à morte milhares de civis líbios e destruir tudo o que foi construído pelo processo de transformações da Líbia. E, ato contínuo, teria comunicado sua decisão à Presidenta Dilma, como a querer apoio ou adesão ao ataque. Dilma, segundo os relatos, teria recusado e declarado “o Brasil é um país pacífico e não concordamos que a ação militar vá produzir os efeitos esperados”. Não aderiu. Mas não declarou publicamente.

Desrespeito ao povo brasileiro
Teria sido importante que Dilma, a exemplo do também mineiro Tancredo Neves, ecoasse esta declaração em cadeia de tv e rádio, enquanto Obama estivesse em território brasileiro. Era uma maneira de reprovar publicamente a abusiva atitude de Obama de usar o território brasileiro, em visita oficial, para determinar um ataque mortal contra um país com o qual o Brasil tem relações normais, incluindo a participação de empresas, técnicos e produtos no processo de transformação que levou a Líbia a ter o mais elevado Índice de Desenvolvimento Humano da África.
Aliás, envolto em profundo simbolismo e em sintonia histórica com as declarações de Tancredo Neves está a recusa de Lula a comparecer ao almoço com Obama. Talvez esteja no gesto de Lula o que verdadeiramente Dilma e o Itamaraty queriam ou deviam dizer.
Sabemos que os primeiros mísseis lançados contra Trípoli destruíram um hospital e mataram 48 pessoas, inclusive crianças. As agências de notícias controladas pela indústria bélica e pelo poder petroleiro com sanguinária voracidade pelo óleo negro líbio continuam a mentir, agora dizendo que nenhum alvo civil foi atingido. Isto não está autorizado pela Resolução 1973 da ONU. É terrorismo pura e simplesmente! Por isso Brasil, Rússia, China, Índia e Alemanha abstiveram-se, provavelmente sabendo das extrapolações criminosas, - já preparadas há tempo - dos termos da Resolução para apoiar a contra-revolução. O precedente é gravíssimo e pode ser aplicado até mesmo contra o próprio Brasil ou qualquer país que tenha robustas riquezas energéticas. Com a quantidade de agentes de serviços de informação que atuam no Brasil disfarçados de ongueiros, conforme denunciam autoridades brasileiras, é o caso de atentar para o perigoso precedente aberto pela decisão da ONU.

Tancredo mandou fechar base militar dos EUA no BrasilNum dia em que até ministros de estado brasileiros foram bruscamente revistados por seguranças de Obama, o exemplo da sabedoria de Tancredo recobra atualidade e vitalidade. Foi também Tancredo que, como primeiro-ministro, mandou fechar uma Base Militar que os EUA tinham no arquipélago de Fernando Noronha. Porém, Tancredo não fez declarações, apenas consultou as forças armadas no último dia do prazo para a renovação do contrato para a permanência da instalação militar estadunidense, e, mandou publicar o decreto determinando a retirada do dispositivo estrangeiro no Diário Oficial. Com isso retirou o espaço e tempo de manobra dos vassalos sempre postos a defender os interesses da metrópole contra nosso próprio povo. Só no dia seguinte a opinião pública veio a saber do episódio, também relatado por José Augusto Ribeiro. Tancredo foi insistentemente indagado pelos jornalistas se iria normalizar as relações com Cuba, um modo de conflitá-lo com setores militares. Tancredo respondia com gargalhadas bem humoradas: “mandei fechar uma base militar dos EUA e ninguém nunca me perguntou nada sobre isto. Mas, agora, só querem saber de Cuba, Cuba, Cuba”
Se bem já não estamos mais na etapa em que um chanceler brasileiro chegava a agachar-se para retirar os sapatos em obediência a um guardinha de alfândega nos EUA, há sinais confusos sobre a necessária e imperativa continuidade, com mais consolidação e audácia, da política externa elaborada e praticada durante o governo Lula.
Seja porque todas as sanções ou ações militares delas decorrentes que os EUA arrancam no grito do Conselho de Segurança da ONU jamais deixaram de ser, de verdade, nada menos que agressões armadas contra povos e governos que têm posição de independência em relação à Casa Branca. As mais recentes destas sanções resultaram em destruição e morte na Yugoslávia, no Iraque, no Panamá, no Afeganistão e, agora, recém começada, na Líbia, prevendo-se a demolição de toda uma infra-estrutura que levou a Líbia a superar o atrasadíssimo regime monárquico e passar do tribalismo à construção de uma experiência socialista, ainda longe de ser alcançada.

Demolição do estado LíbioMas, é emblemático o fato de que os primeiros bombardeios lançados de porta-aviões dos EUA sobre Trípoli tenham demolido um hospital público, uma das conquistas deste processo de transformações, que também inclui um avançado sistema público de educação, canais de irrigação, indústria petroleira estatal, alvos que, demolidos, podem fazer o país recuar no tempo socio-economico. Aliás, está claro porque se levanta a bandeira da monarquia hoje por lá, com o apoio do Pentágono e da máquina macabra da OTAN.
Com toda certeza, o Brasil tem uma experiência histórica que nos anima a dizer que tem faltado mais protagonismo ao Itamaraty na crise Líbia, como indicamos em artigo anterior. Vale lembrar, por exemplo, que Vargas, intimado pelos EUA, recusou-se a colocar o Brasil na Guerra da Coréia. Em Angola, o Brasil apoiou o governo de Agostinho Neto, do MPLA, sendo o primeiro país a reconhecer a Independência da ex-colônia portuguesa.
A agressão à Líbia não passa de uma guerra de rapina do petróleo e numa ação para intimidar todo o processo de libertação política do mundo árabe, sempre cuidando de proteger os interesses dos EUA na região, como se vê na hipocrisia contida no apoio descarado de Hillary Clinton à invasão militar da Arábia Saudita ao Bahrein.
O Brasil construiu uma política externa que lhe rendeu prestígio e autoridade mundial. Não pode retroceder e aparecer associado ou até mesmo passivo diante de monstruosas maquinações midiáticas e bélicas para sustentar uma política neocolonialista, como agora neste criminoso ataque contra a Líbia.
Quando a Presidenta Dilma iniciou sua campanha eleitoral por Minas Gerais, exatamente com um gesto emblemático de depositar flores no túmulo de Tancredo Neves, saudamos a escolha da iniciativa. Com a esperança de que muitos dos ensinamentos deixados pelo estadista mineiro ajudem a iluminá-la nas horas mais difíceis. E a pronunciar o que o gesto de Lula afirmou.

Beto Almeida
Presidente da TV Cidade Livre

domingo, 20 de março de 2011

Kadafi: potências ocidentais converteram a África em zona de guerra

O líder Muamar Kadafi durante pronunciamento à TV líbia ameaçou as forças aliadas com uma resposta militar frente ao bombardeio da coalizão internacional contra o território da Líbia, e assegurou que “o Mediterrâneo e a África do Norte se converteram em zona de guerra”. Ele anunciou que os depósitos de armas líbias se abrirão imediatamente para armar a população com a finalidade de defender o país.
Kadafi fez uma convocação às nações árabes e aos povos da América Latina, Ásia e África para apoiar o povo líbio diante de uma “nova agressão imperialista”. “O povo líbio convida os povos e as nações árabes e islâmicas, assim como os povos da América Latina, Ásia e África a apoiar os heróis do povo líbio”.
Ele advertiu os países que apóiam a ação militar da coalizão internacional em seus ataques iniciados neste sábado “estarão expostos ao perigo dos interesses dos países imperialistas. Esta é uma grande agressão imperialista, uma verdadeira Cruzada capaz de desatar uma guerra generalizada. Vamos abrir todos os arsenais e armar o povo líbio com todos os tipos de armas para que defendam a Líbia e sua honra”.
Kadafi também destacou que em consequencia dos ataques à Líbia usará seu direito de autodefesa conforme determina o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, e ressaltou que as operações aliadas são injustificadas e criarão as bases para o nascimento de uma guerra religiosa.

Governo denuncia mortos e feridos por ataques estrangeirosO governo da Líbia denunciou neste sábado que centenas de civis foram feridos e algumas dezenas foram mortos durante a ofensiva militar estrangeira contra a Líbia, mesmo após o país anunciar um cessar-fogo e convidar a comunidade internacional a enviar observadores para constatar a situação do país.
O enviado especial da teleSur (televisão venezuelana) a Trípoli disse não saber o número exato de vítimas fatais, mas verificou que todos os hospitais de Trípoli estão abarrotados de civis feridos pelos ataques da coalizão. Disse que todos os meios de comunicação da Líbia estão mostrando imagens fortes dos feridos, na maioria vítimas civis, declarando apoio ao líder Muamar Kadafi em seus leitos nos hospitais.
Neste domingo os jornalistas venezuelanos serão levados às zonas atingidas pelos bombardeios. Eles afirmaram que está crescendo em todas as cidades líbias as manifestações de repúdio à agressão militar estrangeira. “Centenas de pessoas estão de mãos dadas cercando a casa do líder Muamar Kadafi para servirem de escudo humano, embora Kadafi tenha pedido que elas se retirem para suas casas, mas os manifestantes líbios demonstram estar disposto a sacrificar as próprias vidas em defesa do líder”.
Até o momento foram registrados ataques e bombardeios nas cidades de Zuara (oeste), Trípoli e Benghazi.

União dos Estados Africanos repudia ataques à LíbiaA comissão designada pela União Africana (UA) para encontrar uma solução para a crise na Líbia rejeitou neste sábado "qualquer intervenção militar estrangeira" no país.
O presidente da Mauritânia, Mohammed Ould Abdelaziz, anunciou a posição no começo do encontro deste sábado em Nouakchott entre os cinco chefes de Estado africanos (Mauritânia, Mali, África do Sul, Uganda e República Democrática do Congo) que fazem parte da comissão.
Abdelaziz lembrou que tal posição foi confirmada pelo comunicado da última reunião do Conselho de Paz e Segurança da UA em Adis Abeba e assinalou que qualquer solução à crise 'deve ser conformada com o compromisso com o respeito da unidade e da integridade territorial da Líbia'.
"De maneira responsável e eficaz, devemos tomar nota desta nova evolução e coordenar melhor nossos esforços com todos os nossos parceiros e todas as partes implicadas para chegar a uma rápida solução desta crise", considerou Abdelaziz em seu discurso.

Diversos países manifestam apoio à LíbiaO presidente da Venezuela, Hugo Chávez, condenou a ofensiva militar ocidental contra a Líbia, acusando os EUA e seus aliados europeus de atacar o país para dividir, posteriormente, o seu petróleo. "Mais mortes, mais guerra. Eles são especialistas em guerra", disse Chávez. "Que irresponsabilidade. E, por trás disso, encontramos as mãos dos EUA e dos aliados europeus".
O cubano Fidel Castro manifestou preocupação similar em sua coluna escrita antes dos primeiros bombardeios.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, adotou a mesma linha ao acusar as potências mundiais de estarem com um olho voltado para as reservas de petróleo do país localizado no norte da África. "Eles querem dividir o petróleo líbio. As vidas do povo líbio não importam para eles", continuou. "É lamentável que, mais uma vez, a política voltada para a guerra do império ianque e dos seus aliados seja imposta, e que as Nações Unidas manifestem apoio à guerra, o que infringe seus princípios fundamentais, em vez de formar uma comissão que atue na Líbia".
A Rússia lamentou a "intervenção armada estrangeira na Líbia" em um comunicado do porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores, Alexandre Loukachevitch: "Moscou lamenta esta intervenção armada efetuada com base na resolução 1973 da ONU adotada apressadamente", disse o porta-voz ao pedir um "cessar-fogo o mais rápido possível".
"Estamos convencidos de que, para solucionar de maneira estável o conflito interno na Líbia (...), é preciso deter rapidamente o derramamento de sangue e promover o diálogo entre os líbios".

sexta-feira, 18 de março de 2011

ONU maldita. Tire as mãos da Líbia!






As fotos acima mostram a ação dos militares do Bahrein e da Arábia Saudita contra a população que deseja o fim da monarquia corrupta.
Grupos de militares barenitas e sauditas estão invandindo residências e assassinando friamente a população civil suspeita de participar de manifestações, exatamente como os israelenses fizeram nos campos de Sabra e Chatilla no Líbano em 1982 para assassinar palestinos.
Onde está o Conselho de Segurança das Nações Unidas neste momento?
Deveria salvar a população do Baherein, mas está ocupada em criar uma nova guerra para favorecer os governos criminosos dos EUA e França.
ONU maldita, tire as mãos da Líbia!

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Líbia retoma sua integridade territorial


Em apenas 24 horas, as forças leias ao líder Muamar Kadafi avançaram 150 quilômetros, entre Ras Lanuf e Brega, e se preparam para marchar em direção a Benghazi para libertar o país de grupos armados por países estrangeiras. As forças militares populares líbias avançam com o apoio da população. Os Comitês Populares e os Comitês Revolucionários líbios estão somando esforços para derrotar os insurgentes mercenários e monarquistas o mais rápido possível, para evitar as manobras diplomáticas criminosas do imperialismo norte-americano e do governo da França, interessados em criar uma guerra civil no país para roubar petróleo.
Na fronteira com o Egito milhares de imigrantes ilegais que viviam na Líbia, na região leste, estão em fuga, ao lado de milhares de egípcios, muitos dos quai vieram para a Líbia fugindo das perseguições no Egito por serem membros da Al Qaeda. Os egípcios na Líbia passam de 1,5 milhão, e o retorno em massa desses imigrantes vai causar um dos maiores desastres sociais no Egito, que não terá como alimentar e abrigar tanta gente em curto espaço de tempo.
A televisão estatal líbia confirmou a tomada de Brega através de imagens e entrevistas com moradores da cidade, que se reuniram na praça principal para saudar os militares líbios que expulsaram os bandos armados.
Os rebeldes pediram a instalação de uma zona de exclusão aérea, afirmando que não têm como enfrentar os jatos da Força Aérea Líbia. No sábado, a Liga Árabe pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que impusesse a zona de exclusão. Isso faz parte dos planos do Pentágono para criar condições favoráveis perante a opinião pública mundial para promover ataques militares ao país, em conjunto com a França e OTAN. Caso haja veto no Conselho de Segurança da ONU, o governo norte-americano pretende tomar decisões unilaterais para prejudicar – como fizeram no passado – a economia líbia através de embargos e sanções econômicas imorais e criminosas.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Opositores assassinam partidários de Khadafy a sangue frio


Opositores assassinam partidários de Khadafy a sangue frio depois de presos e revolta até aliados. EUA contrata mercenários da Halliburton e Blackwater para invadirem a Líbia.

Por KHATARINA GARCIA e PETER BLAIR.
De WASHINGTON e BENGAZHI - REDE MUNDO \ MIDIA LATINA

Depois de quase um mês onde duas guerras se realizam na Libia, uma interna, entre khadafystas e opositores do líder revolucionário, e uma no ocidente através da mídia, com o controle total das noticias pela Casa Branca e somente indo ao ar ou tendo imagens liberadas após filtragem do Pentágono ou do Departamento de Estado, a situação começa a mudar no mais emblemático país do norte da África.

Após a exibição pela TV líbia e ainda a reprodução pela Telesur e da Internet de imagens do assassinato de 212 partidários do Coronel Muammar Khadafy, em Bengazhi, mortos a sangue frio, depois de terem sido presos e sem qualquer resistência por seus opositores, o mundo árabe e membros da oposição começam a desistir de lutar contra Khadafy, considerando que já existem grandes divisões no meio dos opositores pela aliança feita por alguns setores com os EUA, inimigo histórico dos povos árabes e que inclusive bombardeou o país matando milhares de líbios.

Outro escândalo que ronda Washington é a participação de mercenários contratados pelo Pentágono, através da Halliburton e da Blackwater para participarem das batalhas na região de Cerenaica, em especial Bengazhi e Trobuk ao lado dos opositores que começam a perder terreno para os simpatizantes de Khadafy. A missão dos mercenários que ficariam sob controle da CIA, Agência Central de Inteligência e até executariam ações secretas com a aliada Al-Qaeda de Bin Laden, contra Khadafi seria manter o controle dos poços de petróleo já sob controle da oposição na região de Bengazhi.

O serviço secreto russo confirmou ontem através de Nicolai Patrushev, que na verdade o que estar existindo é um verdadeiro bombardeio da mídia internacional contra Kadhafi, pois a Russia controla totalmente o espaço aéreo do norte da África e cem por cento da Líbia e que os aviões supostamente dito que levantaram vôo para executar os bombardeios contra o povo líbio não saíram do chão e portanto não executaram qualquer ação militar; que somado a isso por não existirem imagens de qualquer vôo configura uma armação do Pentágono. O Secretário de Defesa do EUA admitiu o erro das informações dizendo que podem ter sido outros aviões, mas setores independente da mídia internacional já haviam colocado a entrevista dos russos no ar e assim desmoralizado a ação do Pentágono.

O ministro das Relações Exteriores da Libia, Mussa Kosa, em nota distribuida á imprensa mundial apoiou a proposta do Presidente da Venezuela Hugo Chavez, da formação de uma Comissão Internacional de Paz, afirmando ainda que o líder Muammar Khadafy sugeriu também que a Comissão de Direitos Humanos da ONU venha á Libia e faça a investigação que desejar e não que tome qualquer decisão com base em informações da mídia comprometida com o complexo industrial militar norte americano.

Ontem um dos principais líderes da oposição a Kadafi, Khaled Maassou, na região de Cerinaica confirmou que estava desistindo da luta por não concordar com a participação de mercenários e militares norte americanos em território líbio contra Kadhafi , e que em nenhuma situação irá contribuir com a CIA, que agora começa a assumir com a Al Qaeda o comando da situação na região de Cirenaica.

Quanto a decisão da ONU de congelar os bens de Kadhafi e seus familiares no exterior, Maassou afirmou que é uma medida inócua pois Kadhafi não tem bens no exterior e que a ele interessa é o poder, e não o dinheiro. Que o problema de Khadafy não é corrupção, pois ele não é corrupto, o problema de Kadhafi é o autoritarismo e a necessidade de alternância de poder que ele não entende.

Ontem um grupo de palestinos simpatizantes de Kadhafi foi expulso da região de Bengazhi porque se recusavam a lutar contra o líder líbio.

Toda a região de Fezzan, que compreende as cidades que vão de Sabha a Al Kufrah e praticamente toda a Tripolandia, estão sob controle das forças leais a Kadhafi. Apenas parte da região de Cirenaica, no extremo norte, está sobre controle dos
opositores.

FONTES – AGNOT3ºMUNDO – REDE MUNDO – INTERPRESS – MIDIA LATINA – 06.03.11.
PETER BLAIR, de Washington e KHATARINA GARCIA, de BENGAZHI\Libia.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Líbios retomam importante cidade no leste do país



Enquanto a imprensa ocidental continua fazendo uma verdadeira campanha mentirosa contra o líder Muamar Kadafi e o povo líbio, elogiando grupos de traidores monarquistas e seguidores de Bin Laden, apoiadores do líder Muamar Kadafi retomaram na manhã desta quarta-feira o controle da cidade de Brega - importante centro petrolífero no leste do país.
"Durante a noite, os líbios atacaram o aeroporto de Brega, onde enfrentaram poucos rebeldes", declarou à agência France Press o médico Ayman al Moghrabi.
As forças militares entraram em Brega com vários tanques e artilharia e ocuparam as refinarias e o centro da cidade, segundo testemunhas, que também relataram a inexistência de combates no porto da cidade.
Neste momento as forças leais à Revolução Al Fateh e ao líder Muamar Kadafi avançam na cidade de Ajdabiya, próxima a Brega e que também seria controlada pelos insurgentes, segundo a mídia ocidental. Os líbios já retomaram a base militar que caiu em poder de alguns rebeldes, a três quilômetros de Ajdabiya. A cidade fica 160 km ao sudoeste de Benghazi, epicentro das revoltas no leste do país.
Na terça-feira passada, após um discurso emocionado do líder Muamar Kadafi, as forças militares e os comitês revolucionários se colocaram em marcha para recuperar a totalidade do território árabe líbio, ameaçado por minorias a serviço da antiga monarquia do rei Ídris e da Al Qaeda.
Segundo informações da emissora Al Jazeera, as forças leais conseguiram retomar o controle das cidades de Gharyan e Sabratha (importante polo turístico da região).
As forças líbias também reforçaram presença na remota localidade de Dehiba, na fronteira com a Tunísia, e decoraram o posto de passagem com as bandeiras verdes do país. A cidade de Dehiba era apresentada como dominada por rebeldes pela imprensa ocidental, mas não houve combates ou manifestações de nenhuma espécie nas últimas semanas naquela região.
Neste momento os líbios avançam sobre as cidades de Zawiya e Misrata, para reforçar o poder popular e revolucionário nessas cidades que receberam alguns rebeldes monarquistas e membros da Al Qaeda para promover atos de sabotagem e terrorismo.

Derrotados, rebeldes imploram apoio de tropas estrangeirasA derrota dos revoltosos monarquistas e dos seguidores de Bin Laden é questão de horas na Líbia. Os levantes populares – grande parte deles financiados pela CIA e organizados pela Al Qaeda - cessaram. Em poucos locais resistem alguns rebeldes com armas roubadas de forças policiais, mas os comitês revolucionários e as Forças Armadas da Líbia avançam de forma tranqüila e segura recuperando territórios e restabelecendo a paz e a ordem.
Derrotados, os rebeldes revelam suas verdadeiras intenções: “ Queremos uma intervenção logística estrangeira, embargos aéreos, bombardeios em bases militares e de comunicação e supervisão na costa do país, através da ONU", disse Muftah Queidir, um rebelde em Benghazi. Em suma, confessam traição à pátria e pedem que estrangeiros venham assassinar seu próprio povo. Na verdade, por trás dessa conspiração está o desejo do governo norte-americano de roubar petróleo da Líbia, somado ao interesse de Bin Laden de montar uma base próxima da Europa para promover ataques terroristas.
Qualquer intervenção militar estrangeira na Líbia, como argumentam os rebeldes, requer o aval das Nações Unidas, o que ainda não foi dado. Mesmo assim os EUA reposicionaram navios militares perto da costa do país africano e planejam a imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como o Reino Unido. Autoridades em Washington disseram repetidas vezes que uma ação militar não está descartada, embora não haja indícios de que algo do tipo possa ocorrer em breve”. Esse tipo de ação foi colocada em prática no Iraque, nos dias que antecederam os covardes ataques norte-americanos que vitimaram milhares de civis iraquianos.
Como bem disse Saif el-Islam Kadafi, “A Líbia não é o Egito”. Na ditadura egípcia havia um traidor a serviço dos EUA e de Israel (Mubarak) que condenou o povo à miséria e ao desemprego. Na Líbia, o povo tem o maior IDH da África, os líbios tem ótima qualidade de vida e apóiam o líder Muamar Kadafi na sua totalidade.
Em 1986 os EUA atacaram a Líbia e se retiraram após enfrentar forte e patriótica resistência. Nos dias atuais, quando navios norte-americanos começam a se aproximar da Líbia, a lição parece não ter sido aprendida pelos imperialistas norte-americanos: a Líbia não se entrega e lutará até a vitória sob o comando do líder Muamar Kadafi.