quarta-feira, 28 de março de 2012

Forças sírias desmontam explosivos e apreendem armas


O governo sírio anunciou que seis terroristas que integravam um bando procurado por assassinatos, sequestros e sabotagem de propriedade pública e privada foram mortos em embate com forças de segurança, no dia 25. Esses grupos terroristas são formados por mercenários financiados pelos governos dos EUA e Israel, para tentar desestabilizar o governo sírio. Na foto acima, armas de mercenários apreendidas por tropas sírias.

No embate, dois soldados morreram e um ficou ferido. As autoridades também anunciaram a localização e desmonte de explosivos destinados a destruir a ponte Najih na estrada de Damasco a Daraa.

Eram seis tonéis cheios de explosivos que foram desativados com o apoio de unidades de engenharia do exército. A montagem estava destinada à explosão por controle remoto para tentar isolar a cidade em sua trama para provocar medo e insegurança entre os cidadãos.

Na cidade de Saraqib, no Estado de Idleb, as autoridades enfrentaram e mataram um grupo de terroristas; outros ficaram feridos. As autoridades apresentaram armas de vários tipos usadas pelos criminosos em seus ataques aos cidadãos sírios. Foram desativadas bombas que estavam enterradas perto de residências e que a pretensão dos sabotadores era explodi-las e acusar as forças do governo de atacar casas de moradores na cidade.

No sábado, unidades de engenharia militar desmontaram explosivos em Alepo. Eram dois dispositivos de 10 kg cada, plantados perto da escola Salah Edin e da mesquita local, Al Basel.

Na entrada da cidade também foram localizadas bombas enterradas. Os sabotadores também roubaram uma ambulância do Crescente Vermelho, também em Alepo. A ambulância conduzia pessoal de saúde ao local de trabalho na sucursal da entidade na cidade. Os assaltantes estavam armados e fecharam o caminho da ambulância com uma caminhonete Kia. O objetivo era usar a ambulância para transportar explosivos e fugir das fiscalizações das tropas do governo.
A cada dia a tropas sírias avançam sob territórios que sofreram ataques terroristas de bandos de mercenários estrangeiros financiados pelo sionismo israelense e pelo imperialismo norte-americano. A paz está sendo reconquistada e o país voltou a normalidade, apesar das campanhas mentirosas da imprensa ocidental.

terça-feira, 27 de março de 2012

Manifesto do novo partido Panteras Negras dos EUA



Recompensa de $10,000 pela captura e prisão-cidadã legal
de George Zimmerman, que matou TRAYVON MARTIN


O NOVO PARTIDO DOS PANTERAS NEGRAS PARA AUTODEFESA, grupo ativista com sede nos EUA e com várias subseções na Florida, anunciou hoje que está oferecendo recompensa de $10.000 pela captura e prisão de George Zimmerman, pistoleiro e matador de Trayvon Williams, que não portava arma.
O dinheiro para pagar essa recompensa está sendo coletado entre membros de igrejas, da comunidade e ativistas em geral.

O assassinato de TRAYVON WILLIAMS chocou a consciência da nação e fez entrar em irrupção, outra vez, um vulcão racista nos EUA, depois que Zimmerman, 28, baleou e matou um jovem de 17 anos, TRAYYVON WILLIAMS, dia 26 de fevereiro passado.

O advogado MALIK ZULU SHABAZZ, presidente dos Advogados Negros por Justiça, e o Novo Partido dos Panteras Negras declaram:

“A evidência de que a Polícia ouviu mas não prendeu GEORGE ZIMMERMAN, apesar de haver muitos indícios de causa provável de crime e de que a Polícia não investigou sua ficha policial nem investigou devidamente esse caso é chocante, inadmissível para qualquer consciência civilizada e inaceitável.

Se a situação fosse inversa, e um homem negro tivesse baleado e morto a tiros um adolescente branco, com fitas gravadas que sugerem fortemente disposição preconceituosa para o crime, ninguém tem qualquer dúvida de que aquele homem negro teria sido preso em flagrante.”

CHAWN KWELI, porta-voz nacional do Partido dos Novos Panteras Negras, declara:

“Não podemos ficar sentados e admitir que ZIMMERMAN permaneça em liberdade, porque representa perigo para ele próprio e para outros.

Exigimos que a Polícia faça o que existe para fazer e prenda e indicie Zimmerman formalmente por assassinato em 1º grau. Enquanto isso não acontece, temos de usar nossos direitos constitucionais e a lei do estado da Florida, para organizar uma movimento cidadão de captura e prisão, para garantir que se faça justiça.”

Nosso objetivo é aumentar a recompensa, hoje de $10.000, para $100.000

sábado, 24 de março de 2012

Mercenários pagos pelos EUA expulsam cristãos de Homs


Agência de Noticias do Vaticano denuncia limpeza étnica
A agência de notícias Fides, do Vaticano, denuncia em matéria publicada em seu site que mercenários perpetraram uma limpeza étnica na cidade síria de Homs, expulsando cerca de 90% dos cristãos da cidade, tomando-lhes as casas.
A Fides se baseia em informações da Igreja Ortodoxa, segundo a qual os mercenários incluem sírios, líbios e iraquianos da Brigada Faruq (que, assim como outros bandos de terroristas, são financiados e armados pela CIA, como afirma o - neste caso - insuspeito site Stratfor, a ela conectado).
O Vigário Apostólico de Aleppo, o franciscano Dom Giuseppe Nazzaro disse à Fides: "Podemos dizer que essas informações começam a quebrar o muro de silêncio até hoje construído pela imprensa em todo o mundo, numa situação em que estão crescendo os movimentos terroristas". O Vigário lembra com preocupação alguns episódios recentes: "No domingo passado, um carro-bomba explodiu em Aleppo, nas proximidades da escola dos padres franciscanos. Por algum milagre foi evitado um massacre de crianças do centro de catequese da Igreja de São Boaventura: o franciscano responsável, percebendo o perigo, fez as crianças sair 15 minutos antes da hora habitual".

quinta-feira, 22 de março de 2012

A mensagem escandalosa de Obama ao Irã, por ocasião do Ano Novo iraniano (Now-ruz)



Em versão resumida, Obama disse aos iranianos que:

Os EUA e o Irã estão à beira da guerra, porque vocês têm um programa nuclear civil de enriquecimento de combustível atômico, semelhante ao que muitos outros países têm. Mas os EUA amam vocês de verdade e queremos que vocês leiam sobre nosso amor fraterno pelos iranianos, pela internet.

Para isso, estamos fornecendo gratuitamente softwares de espionagem, para podermos nos infiltrar e controlar a Internet também no Irã, ao mesmo tempo em que vamos impondo controles cada vez mais mais rígidos sobre a internet no ocidente e vamos também processando – com fúria jamais vista – os vazadores que vazaram provas das ilegalidades que nosso governo comete.


http://www.juancole.com/2012/03/obamas-hypocritical-message-to-iran.html

Tradução: Vila Vudu

domingo, 18 de março de 2012

Príncipe britânico visita o Brasil para esconder crimes nas Malvinas


O príncipe Harry desfilou alguns dias pelo Rio de Janeiro, visitando o morro Cantagalo a tirando fotos com crianças, na tentativa de melhorar a imagem desgastada da decadente monarquia britânica. Harry jogou bola na praia vestindo camisa da Selação Brasileira.
A visita teve como desculpa lançar a campanha Great, para promover a Grã-Bretanha como destino turístico e de investimentos. O slogan deveria ser “Visite Londres e venha ser assassinado como Jean Charles”.
Numa festa no Morro da Urca estavam 700 convidados, entre artistas, empresários e representantes dos dois governos. Em um discurso bem-humorado, o príncipe Harry disse que mal podia acreditar estar no Rio. Convidada para um leilão beneficente a apresentadora Luciana Gimenez não perdeu a oportunidade e fez questão de tirar uma foto com o príncipe. Foto acima.
Na verdade, o que está por trás desta encenação toda, onde não faltaram autoridades e a grande mídia bajulando o visitando o tempo todo, é um plano do governo britânico para tentar melhorar a imagem da decadente monarquia inglesa diante das sucessivas derrotas no caso das Ilhas Malvinas, ocupadas por tropas britânicas. Nos últimos dias as autoridades argentinas conseguiram uma grande vitória ao conseguir que os países da América Latina proibissem que navios militares britânicos ancorem ou estacionem em portos do continente, quando em operações nas Malvinas. Desta forma o decadente ex-império britânico terá que gastar milhões de dólares para abastecer e alimentar suas tropas de mercenários que ocupam ilegalmente o território argentino.
Outra derrota britânica que mostra a decadência do país foi o fato de ter sua economia superada pelo Brasil, a sexta do mundo. E olha que o Brasil não faz guerras para roubar riquezas naturais de outros povos, como a Inglaterra fez ao longo de sua história e continua fazendo até os dias de hoje, como cúmplice e lacaio do imperialismo norte-americano.
As tropas inglesas nas Malvinas atuam para proteger o roubo de petróleo em jazidas encontradas na ilha, e na manutenção de um sofisticado sistema de interceptação de comunicações dos países do nosso continente.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Carta ao Presidente da Tunísia: proteja o ministro Baghdadi Mahmoudi


Ilustre Presidente da República da Tunísia

Mr. Moncef Marzouki,

Quem escreve esta carta são entidades – organizações sociais, culturais e políticas - brasileiras que acreditam na justiça e na solidariedade entre os povos.

Vimos, respeitosamente, pedir a libertação do primeiro-ministro da Líbia, senhor Baghdadi Mahmoudi, que esta correndo perigo de vida na Tunísia, onde pediu refúgio político e foi preso em 21/09/2011, e até agora esta na prisão em Mornaguia.

O ministro iniciou, há duas semanas uma greve de fome para protestar contra a sua prisão, e corre o sério risco de morrer. Tem 70 anos, é diabético, é muito desidratado, sua saúde se deteriorou depois que ele entrou na segunda semana de greve de fome.

Senhor Presidente, sabes que não há razão para mantê-lo na prisão, que o ministro pediu o estatuto de refugiado político e que não há justificativa para sua detenção, não há razão legal para mantê-lo na prisão. O único "crime" cometido por este senhor é o de ter fugido de ser assassinado em seu pais e ter entrado na Tunísia contando que teria a cordial hospitalidade árabe e o apoio do povo tunisiano.

Pedimos encarecidamente o vosso apoio no sentido de intervir, antes que seja tarde, para liberar da prisão o senhor Baghdadi Mahmoudi e oferecer-lhe as condições necessárias para a sua saúde e segurança, ou seja, cuidados médicos e não envia-lo de volta à Líbia, onde certamente ele viria a ser assassinado.

Temos a esperança e a confiança que o senhor intervirá imediatamente para salvar a vida do ministro e lhe oferecerá toda a segurança necessária
A História lhe agradecerá senhor presidente!

Atenciosamente,

Jornal Água Verde – www.jornalaguaverde.com.br
Associação dos Apoiadores do Livro Verde no Brasil – www.amarchaverde.blogspot.com
Movimento dos Comitês Revolucionários no Sul do Brasil – www.terceirateoria.blogspot.com
Movimento de Solidariedade Internacional – www.mobilizacaosolidaria.blogspot.com
Associação Cultural e Ecológica Água Verde de Curitiba

terça-feira, 13 de março de 2012

A sangrenta estrada para Damasco



Por James Petras*

A indignação expressa por políticos no Ocidente, em estados do golfo e nos mass media acerca da "matança de pacíficos cidadãos sírios a protestarem contra a injustiça" é cinicamente concebida para encobrir informações documentadas da tomada violenta de bairros, aldeias e cidades por bandos armados, brandindo metralhadoras e colocando bombas nas estradas.

O assalto à Síria é apoiado por fundos, armas e treino estrangeiro. Devido à falta de apoio interno, contudo, para ter êxito, será necessária intervenção militar direta estrangeira. Por esta razão foi montada uma enorme campanha de propaganda e diplomática para demonizar o legítimo governo sírio. O objetivo é impor um regime fantoche e fortalecer o controle imperial do Ocidente no Médio Oriente. No curto prazo, isto destina-se a isolar o Irã como preparativo para um ataque militar de Israel e dos EUA e, no longo prazo, eliminar outro regime laico independente amigo da China e da Rússia.

A fim de mobilizar apoio mundial a esta tomada de poder financiada pelo Ocidente, Israel e Estados do Golfo, vários truques de propaganda tem sido utilizados para justificar mais uma flagrante violação da soberania de um país após a destruição com êxito dos governos laicos do Iraque e da Líbia.


O contexto mais amplo: Agressão em série

A atual campanha ocidental contra o regime independente de Assad na Síria faz parte de uma série de ataques contra movimentos pró-democracia e regimes independentes que vão desde a África do Norte até o Golfo Pérsico. A resposta imperial-militarista ao movimento egípcio para a democracia que derrubou a ditadura Mubarak foi apoiar a tomada de poder da junta militar e a campanha assassina para prender, torturas e assassinar mais de 10 mil manifestantes pró democracia.

Confrontado com movimentos democráticos de massa semelhantes no mundo árabe, ditadores autocrático do Golfo apoiados pelo Ocidente esmagaram seus respectivos levantamentos no Bahrain, Yemen e Arábia Saudita. Os assaltos estenderam-se ao governo laico da Líbia onde potências da NATO lançaram um bombardeamento maciço por ar e mar a fim de apoiar bandos armados de mercenários, destruindo assim a economia e a sociedade civil da Líbia.

O desencadeamento de gangster-mercenários armados levou à devastação da vida urbana na Líbia, assim como das regiões rurais. As potências da NATO eliminaram o regime laico do coronel Kadafi, que foi assassinado e mutilado pelos seus mercenários. A NATO superintendeu a mutilação, aprisionamento, tortura e eliminação de dezenas de milhares de apoiadores civis de Kadafi, assim como funcionários do governo. A NATO apoiou o regime fantoche quando ele iniciou um massacre sangrento de cidadãos líbios descendentes de africanos sub-saharianos bem como imigrantes africanos sub-saharianos – grupos que beneficiaram de generosos programas sociais de Kadafi. A política imperial de arruinar e dominar na Líbia serve como "modelo" para a Síria: Criar as condições para um levantamento em massa conduzido por fundamentalistas muçulmanos, financiados e treinados por mercenários ocidentais e de estados do golfo.

A estrada sangrenta de Damasco para Teerã

Segundo o Departamento de Estado, "A estrada para Teerã passa através de Damasco": O objetivo estratégico da NATO é destruir o principal aliado do Irã no Médio Oriente; para as monarquias absolutistas do Golfo o objetivo é substituir uma republica laica por uma ditadura vassalo teocrática; para o governo turco o objetivo é promover um regime cordato aos ditames da versão de Ancara do capitalismo islâmico; para a Al Qaeda e os seus aliados fundamentalistas Salafi e Wahabi, um regime teocrático sunita, limpo de sírios laicos, alevis e cristãos servirá como trampolim para projectar poder no mundo islâmico; e para Israel uma Síria divida ensopada em sangue assegurará a sua hegemonia regional. Não foi sem uma antevisão profética que o senador estado-unidense Joseph Lieberman, um uber-sionista, dias após o ataque da "Al Qaeda" de 11 de Setembro de 2001, pediu: "Primeiro devemos atacar o Irã, Iraque e Síria" antes mesmo de considerar os autores reais do feito.

As forças anti-sírias armadas refletem uma variedade de perspectivas políticas conflitantes unidas apenas pelo seu ódio comum ao regime nacionalista independente e leito que tem governado a complexa e multi-étnica sociedade síria desde há décadas. A guerra contra a Síria é a plataforma de lançamento de uma nova ressurgência do militarismo ocidental a estender-se desde a África do Norte até o Golfo Pérsico, sustentado por uma campanha de propaganda sistemática que proclama a missão democrática, humanitária e "civilizadora" da NATO em prol do povo sírio.

A estrada para Damasco está pavimentada com mentiras

Uma análise objetiva da composição política e social dos combatentes armados na Síria refuta qualquer afirmação de que o levantamento é feito em busca da democracia para o povo daquele país. Combatentes fundamentalistas autoritários formam a espinha dorsal do levantamento. Os Estados do Golfo que financiam estes bandidos brutais são eles próprios monarquias absolutistas. O Ocidente, depois de ter impingido um brutal regime gangster sobre o povo da Líbia, não pode apregoar "intervenção humanitária".

Os grupos armados infiltram cidades e utilizam centros populosos como escudos a partir dos quis lançam seus ataques à forças do governo. No processo eles expulsam milhares de cidadãos dos seus lares, lojas e escritórios os quais utilizam como postos avançados. A destruição do bairro de Baba Amr em Homs é um caso clássico de gangs armadas a utilizarem civis como escudos e como matéria de propaganda na demonização do governo.

Estes mercenários armados não têm credibilidade nacional junto à massa do povo sírio. Uma das suas principais centrais de propaganda está localizada no coração de Londres, o chamado "Syrian Human Rights Observatory" onde, em coordenação estreita com a inteligência britânica, despejam chocantes estórias de atrocidades para estimular sentimentos a favor de uma intervenção da NATO. Os reis e emires dos Estados do Golfo financiam estes combatentes. A Turquia proporciona bases militares e controla o fluxo transfronteiriço de armas e os movimentos dos líderes do chamado "Free Syrian Army". Os EUA, França e Inglaterra proporcionam as armas , o treino e a cobertura diplomática, jihadistas-fundamentalistas estrangeiros, incluindo combatentes Al Qaeda da Líbia, Iraque e Afeganistão, entraram no conflito. Isto não é "guerra civil". Isto é um conflito internacional contrapondo uma perversa tripla aliança de imperialistas da NATO, déspotas de Estados do Golfo e fundamentalistas muçulmanos contra um regime nacionalista independente e laico. A origem estrangeira das armas, maquinaria de propaganda e combatentes mercenários revela o sinistro carácter imperial e "multi-nacional" do conflito. Em última análise o violento levantamento contra o estado sírio representa uma sistemática campanha imperialista para derrubar um aliado do Irão, Rússia e China, mesmo ao custo de destruir a economia e a sociedade civil síria, de fragmentar o país e desencadear duradouras guerras sectárias de extermínio contra os Alevi e minorias cristãs, bem como apoiantes laicos do governo.

As matanças e a fuga em massa de refugiados não é o resultado de violência gratuita cometida por um estado sírio sedento de sangue. As milícias apoiadas pelo ocidente capturaram bairros pela força das armas, destruíram oleodutos, sabotaram transportes e bombardearam edifícios do governo. No decorrer dos seus ataques eles interromperam serviços básicos críticos para o povo sírio incluindo educação, acesso a cuidados médicos, segurança, água, electricidade e transporte. Assim, eles arcam com a maior parte da responsabilidade por este "desastre humanitário" (do qual seus aliados imperiais e responsáveis da ONU culpam as forças armadas e de segurança sírias). As forças de segurança sírias estão a combater para preservar a independência nacional de um estado laico, ao passo que a oposição armada comete violências por conta dos mestres estrangeiros que lhes pagam – em Washington, Riyadh, Tel Aviv, Ancara e Londres.

Conclusões

O referendo do regime Assad no mês passado atraiu milhões de eleitores sírios em desafio às ameaças imperialistas ocidentais e aos apelos terroristas a um boicote. Isto indica claramente que uma maioria de sírios prefere uma solução pacífica, negociada, e rejeita a violência mercenária. O Syrian National Council apoiado pelo ocidente e o "Free Syrian Army" armado pelos turcos e Estados do Golfo rejeitaram categoricamente apelos russos e chineses para um diálogo aberto e negociações, os quais foram aceites pelo regime Assad. A NATO e as ditaduras dos Estados do Golfo estão a pressionar seus apaniguados a tentarem uma "mudança de regime" violenta, uma política que já provocou a morte de milhares de sírios. As sanções económicas estado-unidenses e europeias são concebidas para arruinar a economia síria, na expectativa de que a privação aguda conduzirá uma população empobrecida para os braços dos seus violentos apaniguados. Numa repetição do cenário líbio, a NATO propõe "libertar" o povo sírio através da destruição da sua economia, sociedade civil e estado laico.

Uma vitória militar ocidental na Síria simplesmente alimentará a fúria crescente do militarismo. Encorajará o Ocidente, Ryiadh e Israel a provocarem uma nova guerra civil no Líbano. Depois de demolir a Síria, o eixo Washington-UE-Riyadh-Tel Aviv mover-se-á para uma confrontação muito mais sangrenta com o Irão.

A horrenda destruição do Iraque, seguida pelo colapso da Líbia do pós guerra, proporciona um terrífico modelo do que está reservado para o povo da Síria. Um colapso precipitado dos seus padrões de vida, a fragmentação do seu país, limpeza étnica, dominação de gangs sectárias e fundamentalistas e insegurança total quanto à vida e propriedade.

Assim como a "esquerda" e "progressistas" declararam o brutal ataque à Líbia ser a "luta revolucionária de democratas insurgentes" e a seguir afastou-se, lavando as mãos da sangrenta consequência de violência étnica contra líbios negros, eles agora repetem os mesmos apelos à intervenção militar contra a Síria. Os mesmo liberais, progressistas, socialistas e marxistas que estão a apelar ao Ocidente para intervir na "crise humanitária" da Síria a partir dos seus cafés e gabinetes em Manhattan e Paris, perderão todo interesse na orgia sangrenta dos seus mercenários vitoriosos depois de Damasco, Alepo e outras cidades sírias terem sido bombardeadas pela NATO até à submissão.


Ver também:
http://mrzine.monthlyreview.org/2012/syria060312.html
http://www.presstv.ir/
http://www.sana.sy/index_spa.html

[*] James Petras é sociólogo e analista político norte-americano. O seu livro mais recente é The Arab Revolt and the Imperialist Counterattack (Clarity Press: Atlanta2012) 2ª edição.
O original encontra-se em http://petras.lahaine.org/?p=1891
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .